Ainda mais... do mesmo



A tia Ana deixou aqui um comment que me pôs a reflectir.
É normal que se pense que eu é que li demais sobre este assunto, que eu é que me acomodei a este diagnóstico por ser mais fácil de aceitar que um «se calhar é mesmo dela», que afinal o Dr. Velho tem razão...
Eu propria saí da última consulta a pensar desta forma. Mas, de facto, não se passou nada assim.
Depois de sairem os resultados das análises eu mostrei-as silenciosa á medica assistente do Dr. Velho e depois ao próprio Dr. Velho. Admito que antes disso andei a tentar encontrar coisas na net sobre o assunto mas fiquei na mesma: não percebia e nem percebo, hoje, nada de anticorpos. Foram eles (1º a médica, depois o Dr. Velho) que disseram que podia ser alguma coisa. Foram eles que pediram que retirasse o gluten da tua alimentação.
Se depois disso, comecei a querer saber como funciona a doença, quais os sintomas, como se diagnostica, mais não fiz do que procurar saber aquilo que, inclusivé, o Dr. Velho me deveria ter explicado logo detalhadamente.
Não sou a única a perceber que estás, progressivamente, a ganhar peso, que recuperáste bochechinhas, que ganháste de novo umas corzinhas, até tens mais cabelo e juro que não é imaginação minha: a tua barriga está mais pequena (mesmo que nunca tenha sido extraordinariamente grande, como é obvio). Tens em tudo um aspecto mais saudável do que tinhas aos 15 meses quando só estavas a ganhar 15gr por mês.
Não é culpa minha (e quero deixar bem claro, Pipoca, que sei que ninguém me atribui culpa nenhuma!), nem fruto da minha imaginação que tenhas começado uma dieta para despiste de Doença Celíaca. Se a ideia não fosse considerar essa hipótese ninguém teria sugerido tal coisa e o Dr. Velho não me faria vontade nenhuma.
Não sei se deveria ser a pessoa que sou mas... sou assim.
Hoje, uma amiga disse-me (e pode parecer uma frase romântica e patetica, até pirosa...) A intuição de uma mãe vale por 10 anos de exercício de medicina!
Se queres saber? Vou fazer tudo de acordo com a opinião dos médicos. Na minha consciência não me pode pesar desinteresse ou falta de espírito crítico. Mas se reintroduzirmos o glúten, podes estar certa que o meu coração continuará nas mãos, que não desistirei de vigiar este assunto, que de maneira alguma fecharei esta porta, independentemente de quantas janelas for capaz de abrir...
Sei o que li; perdi horas a ler sites em inglês e ás voltas com o tradutor do google para ler coisas em francês; sei que nos outros países a investigação desta doença e o diagnóstico estão muito mais evoluídos; sei que no estrangeiro os médicos questionam os quadros típicos relacionados com a Doença Celíaca e que ela é cada vez menos vista como uma doença rara, com sintomatologia-tipo; sei que é uma doença auto-imune e, como tal, apresenta sintomas que se confundem com outras doenças (como as da tiroide, as doenças renais, a diabetes) e que muitas vezes não se diagnostica a tempo porque se perde tempo a diagnosticar o que são apenas sintomas: com a introdução da dieta, essas doenças melhoram ou até desaparecem.
Sei o que li e não o inventei. O excesso de informação só é mau por uma razão: porque me deixa aqui com a sensação de braços e pés atados, na medida em que não tenho um diploma pendurado na parede.
A minha maneira de ser, de longe só me prejudica a mim, porque apesar de tudo, sou incapaz de contrariar um médico, de não fazer o que me pede, e isso é que me irrita. Porque deveria conseguir ser estupidamente arrongante para dizer: desculpe doutor, mas para mim é isto. Não quero fazer outra coisa que não caminhar no sentido de excluir esta doença completamente. O que fazemos então?
Fui educada a valorizar o conhecimento dos médicos e a respeitar as suas opiniões e conselhos: daí não abrir a boca nas consultas. Bloqueio. Não o sei dizer, sequer. Mas... cresci a acreditar que o conhecimento está acessível a qualquer um e que uma pessoa deve ser crítica em relação a tudo na vida. Inconciliáveis perspectivas neste caso, não achas filhota?

A consulta



Venho aqui escrever porque preciso de conversar comigo mesma sobre a consulta de ontem. Mas, na verdade, tinha pensado não fazer hoje nenhum post sobre isso... só mudei de ideias porque talvez escrevendo possa colocar em ordem as ideias.
Bem, o Dr. Paulo Ramalho é um médico simpático, da mesma faixa etária que o Dr. Velho, empático e que explicou o seu ponto de vista muito bem.
Basicamente: desvalorizou o valor que aparece nas análises para a Gliadina e explicou que dos 3 parametros (endomisio, gliadina e transglutaminase) este é o menos específico para a determinação de sensibilidade ao gluten e que, por ser um valor relativamente baixo pode ter sido inclusive um erro de laboratorio!
Explicou que o aumento de peso pode ser uma simples coincidência e que para ser significativo teria de ter sido um aumento muito maior... Disse que poderia manter a dieta sem gluten, porque objectivamente o gluten não faz falta para nada mas, também percebi que poderia retirar a dieta...
Passou análises para despiste de problemas endocrinologicos.
Tenho medo de reintroduzir o gluten. Continuo na minha, confesso. Mas acho que é o que iremos fazer. Se o teu peso estagnar novamente terei motivo para pedir a dita biopsia. Sem ela não adianta andar nisto de especulações sobre o gluten. É um facto.
Entretanto, é sempre possível descobrirmos outra coisa com as análises. E é sempre possível que continues a ganhar peso, mesmo com o gluten como sei que o médico acredita que acontecerá.
Para agravar o meu estado de espírito, estás cheia de tosse, dormimos mal, deves ter dores de garganta, tens febre e acho que estás a respirar mal. Daqui a pouco vou ter contigo, acho que vamos contigo ao SAMS.

Comprar Gluten-Free



Tenho de aproveitar para agradecer á Claudia, uma mamã de um menino chamado Lucas que tem intolerância ao gluten. Já era habitual conversar na internet com algumas mamãs na nossa situação, mas esta (que conheci mais recentemente) tem sido espectacular e foi através dela que cheguei ao contacto do especialista que te vai observar amanhã.
Bem, o propósito do post de hoje é DAR VIVAS a um supermercado (desculpem a publicidade, talvez um nadinha excessiva mas plenamente justificada), chamado PINGO DOCE!!! É isso mesmo, passo a explicar:
Tive acesso (através da Claudia) a uma lista fornecida pelo próprio supermercado, de PRODUTOS SEM GLÚTEN marca própria. E se não estivesse, neste preciso momento, no meu local de trabalho, garanto que até tinha batido palmas, tal qual um bébé a quem se permite ver o desenho animado preferido!!! Eheheh!
Tantas coisas que eu julgava proibidas... Gelatina, doce, gomas, rebuçados, natas, gelados, batata frita de pacote, pudins, mayonaise, chocolate (tudo bem, para já , nada destas coisas faz assim diferença ou é sequer recomedável, e viver sem elas é a opção mais saudável, é certo... Mas... saber que podes ter direito a uma extravagância de vez em quando é mesmo bom!).
A lista não se fica por aqui, claro, e existem outras coisas (como os chouriços de carne, alguns iogurtes, etc.) que pelo menos da marca Pingo Doce, sei que posso comprar e usar sem dúvidas. Até da Nestlé e da Danone também já tenho uma boa lista de produtos confiáveis. O que é bom!
De resto, hoje fazes 19 meses! E... a roupa 9 a 12 meses está a deixar de te servir e já estamos no tamanho 12-18 meses!!! Sapatos, tivémos de comprar de urgência este sabado porque já tudo estava demasiado apertado...eheheh! Estás a crescer mais nestes últimos tempos e nem imaginas como isso me deixa feliz! (Bem, nem pesámos, é certo, e nem quero imaginar a minha reacção se a balança do Dr. Velho não acusar esse aumento de peso... Sendo certo que amanhã vamos pesar numa balança diferente e não espero conhecer um valor fidedigno...)
A acrescentar que, esta noite, acordáste por volta das 2 da manhã rouca e com tosse, até gemias de olhitos fechados, meu pobre anjinho... só espero que seja passageiro.

Última Hora...



A consulta com o gastroenterologista foi remarcada... para dia 10!

Vou ali e Já volto...!



Pela terceira vez, e segunda consecutiva, adormeceste sozinha...
(Dá-me vontade de rir...)
Sossego-te um bocadinho no meu colo. Quando já estás no ponto (hihihi!) deito-te na cama. Tu resmungas. Eu digo: a mamã já vem, vai ali á casa de banho e já volta...
E... não volto!
Tudo começou na sexta-feira passada. Estive 3 horas para te adormecer. Já aflitinha para ir ao WC acabei por te deixar na cama sob protestos veementes da tua parte: Não chora, a mamã 'tá aflitinha para fazer xixi! Vai aqui ao lado á casa de banho e vem já! Paráste de chorar. Saí a voar do teu quarto. Fiz o que tinha a fazer. Um silêncio sepulcral. Nada. Nem mais um protesto. Deitei-me e dormi. Até ao dia seguinte. Nem acreditava que tivesse sido assim tão fácil!
Domingo não foi preciso. Adormeceste ferrada no meu colo, 3 minutos depois. Segunda-feira, como não acreditava, voltei a experimentar: resultou. Ontem (e ainda não acreditando, eheheh!) tentei de novo: resultou novamente!
Na sexta-feira (o tio Bruno esteve lá a jantar) já tinha comentado que achava que estava na altura de perceberes que não é para dormires porque EU quero que tu durmas mas... porque TU queres dormir! O hábito de adormecer sempre á mesma hora, depois dos mesmos rituais, está (diria eu) plenamente instituído. O sono está lá, á hora de sempre, e tu admites que o tens. Agora só falta assumir que QUERES adormecer! E acho que estamos no bom caminho para isso... a mensagem que me passa este teu actual comportamento é do género Vai lá mamã á tua vida que eu vou ficar por aqui a descansar!
Mantendo-se este ritual, surge certo que está na hora de te mudar para uma cama maior. Assim é deitar nela, a mãezola e o paizola contam-te uma história, se preciso ficam contigo um bocadinho mais até o sono estar confortavelmente instalado e... lá fica a Pipoca a dormir descansada!
Vamos ver... Olha, já agora, a mamã vai ali e já volta... ! Eheheh!!!
(P.S.: Tenho me lembrado tanto da tia Simone a propósito disto...Ehehe!)

É preciso...


... andar a coser as ideias para tomar uma atitude que me possibilite descansar e sentir que não estou a deixar a andar aquilo que me inquieta.
Daí que estes últimos posts sobre a tua saúde foram as linhas com que amadureci a decisão:
... dia 12 deste mês temos consulta com o Dr. Paulo Ramalho, especialista em Gastroenterologia Pediátrica e em Doença Celíaca, na Clínica Gerações.
Não vamos esperar pela consulta com o Dr. Velho porque a espera não faz sentido, se o objectivo seria sempre encaminhar para a gastro.
Ponto final parágrafo até lá.

Xuac!

Mais um video... Ehehe!

Hoje... um ursinho diferente!


Não temos este e... confesso que gostava de ter um igual para mim (ou para ti, não é a mesma coisa?). Descobri-o num daqueles sites estrangeiros de compra de gifts (julgo que americano) e, sinceramente, achei um disparate encomendá-lo, como tal... trouxe-o para aqui!
Bem... vou voltar ao mesmo. Não posso evitá-lo. Ontem uma mamã (com menino DC) que conheci recentemente no forum falou-me de um laboratório, em Dallas, que faz umas análises (tendo por base a recolha de cócózitos, hihihi!) para diagnóstico de Doença Celíaca. O que me deixou absolutamente fascinada é que dispensa a reintrodução do glúten na alimentação!
É que eu estou mesmo danada por ter de reintroduzi-lo e, não páro de pensar que dava tudo para que a biópsia pudesse ser feita sem ter de te voltar a dar alimentos com o dito... Só outra mãe na mesma situação que eu poderá compreender o que me inquieta e, como tal, foi mesmo uma delas que me sugeriu não só este teste como o nome de um especialista em DC no Hospital de Santa Maria, que muito agradeço e que vou considerar para um futuro próximo.
Fui consultar o site desse laboratório (http://www.enterolab.com/) e tudo me pareceu muito simples e prático e com bastante fundamentação científica. Mas claro, devo confessar que deve ser mesmo esta situação particular em que me encontro, que me leva a ponderar esta possibilidade.Na realidade, nem me reconheço em mim mesma: tenho sempre uma tendência (exagerada talvez) para desvalorizar o que de ciência se faz em terras norte-americanas. É um preconceito meu, que não sei de onde vem porque, curiosamente, é de senso-comum que este é, tradicionalmente, um país de grandes avanços tecnologicos e científicos. Eu, tenho sempre tendência a pensar neles como uma cambada de charlatães pretensiosos, aproveitadores, gananciosos...
Mas... o que verdadeiramente me preocupa é isto... : Ok, o diagnóstico até é fiável mas que correspondência terá com as práticas médicas no nosso país? E... não tendo (porque se calhar nenhum médico português aceitaria um diagnóstico com base apenas nestes testes) que diferença isso faria, objectivamente, para o facto concreto da tua doença? És celíaca porque um médico português assim o diagnostica ou... és celíaca porque és?
Eu acho que conheço as respostas... ainda assim, as perguntas não deixam de ser pertinentes, não achas?
Oh, meu deus, estamos a 2 de Março, a muitos dias da consulta com o Dr. Velho... Não é que espere da conversa com ele alguma espécie de luz para este e outros dilemas relacionados com isto. Só quero pesar-te novamente na única balança em que confio (a dele!). Daqui, podes ter a certeza que (no caso de uma nova pesagem com bom ganho ponderal!) vamos para consulta de gastro, vamos procurar segundas opiniões, vou correr Seca e Meca e Vales de Santarém até encerrar este assunto de vez!
Devo-te isso, devo-me isso a mim própria. E juro que, voltas a mais ou a menos, o meu objectivo passou a ser um só: tentar que não percas nem mais uma grama por causa desta treta do glúten !

Toto

Tens um amiguinho, finalmente!!!
Digo finalmente porque muitas crianças afeiçoam-se a um brinquedo ou peluche bem mais cedo do que tu e, também é verdade, que muitas não têm sequer nenhuma mascote predilecta.
Eu tinha baptizado este patusco de Musti (que é, aliás, o nome dele porque é um ursinho da Mustela)... mas tu, não sei porquê nem porque não, chamas o dito de Toto!!! E, de manhã á noite, lá anda de atrelado (mais ou menos como a chucha: se estiveres distraída nem te lembras deles!). É Toto quando acordas, é Toto para sair á rua, é Toto para dormir, é Toto para comer...
É curioso: és pequenina e escolheste um amiguinho pequenino, muito levezinho e portátil, jeitosinho e fofinho como tu!
Bem, só queria fazer um à parte... Como diz o paizola, tens andado diabólica! Eheheh! Rio-me contigo o tempo todo, só pensas em macacada e disparates e fazes caras tão divertidas... só visto, mesmo! Ainda ontem atiráste de uma assentada os óculos do paizola ao chão (atenção, eles estavam na cara e não em cima de uma mesa ou assim...!) e nós começámos a ralhar contigo e acabámos a rir porque cruzáste os braços e fizéste uma cara tão cómica... olha, sem explicação! Eheheh!!!
De resto, os jantares têm corrido bem e encontrámos finalmente a rotina certa para todos: jantamos, arrumo a cozinha em 3 tempos, deito-te a dormir e ás 22h estou despachada! É giro, ainda não há muito tempo isto seria impensável e impraticável... acho curioso como conseguimos intuir a altura certa para fazer as coisas. De um momento para o outro percebemos que a comida já não voaria do prato em 5 segundos, e que gostarias de comer o mesmo que nós, e que as refeições também podem ser um momento de brincadeira e convívio...afinal de contas não comes nada que se veja, gostas mesmo é de petiscar a comidinha com as mãos e brincar com ela no prato e com a colher e eu gosto de te ver fazer isso - quem diria? Varias vezes tinha comentado que me fazia muita confusão ver-te sujar tudo e que sabia que isso era importante e que devia deixar-te fazer isso mais vezes... sim, mas percebi que isso só é possível quando os bébécas estão preparados para comer á mesa conosco (de facto, estar sentado á frente da cadeirinha deles a enfiar-lhes colheradas na boca e á espera que eles acabem de sujar o que têm de sujar para dar a fruta depois e terminar a refeição...hum... não faz muito sentido e aumenta consideravelmente o nosso nível de stress!!! Eheheh!). E descobri que estar preparado é reunir cumulativamente estas 3 coisas: ter vontade de experimentar da comida dos pais, conseguir permanecer sentado á mesa todo o tempo que dura a refeição em família sem ficar demasiado impaciente e rabugento e gostar de manipular a comida com as mãos ou com a colher e já com algum propósito de comer de facto...
Mas ufa... no fim das refeições dá vontade de gritar, tal não é o estado em que fica o chão, a cadeirinha, as mãos, os cabelos (ás vezes, mesmo assim não és muito de sujar cara e cabelo, graças a deus, porque o banho é antes...), a mesa...!
Mas vale a pena, ver-te debicar a comidinha e a suspirar «manham, manham» toda contente por estar a comer com os paizolas!



Andava a fugir... a fugir...


A pedido da avó Celeste, que já se queixou que o blog anda fraquito, enchi-o de fotos e até um video coloquei... não há fome que não dê em fartura!
Tenho andado com muito trabalho aqui no Colégio e ... a bem da verdade, a fugir um bocadinho aos posts porque não queria falar...
Tinha prometido fechar na gaveta as preocupações com o teu peso até ao dia 25 de Março, altura da consulta com o Dr. Velho. Mas no outro dia estive a ver, por curiosidade, a tabela de percentis da OMS... Pronto, vou dizer, percebi que nem no Percentil 1 estás... Se era suposto não mudar nada na minha tranquilidade, se calhar era. Eu já sabia que não podias estar nem perto do Percentil 5. Mas o que é facto é que, esta simples constatação me deixou de novo inquieta.
A somar a tudo isto, conversas com pessoas que percebem de Doença Celíaca (mamãs de meninos com DC, principalmente) comecei a perceber que fizémos tudo ao contrário. A biópsia deveria ter sido feita assim que tivémos os resultados das análises e antes de começar a dieta. Porque agora não sabemos quanto tempo vai demorar até que, depois de reintroduzido o gluten, se produzam novamente efeitos a nível intestinal; porque vamos ter de permitir-te comer coisas que depois podemos ter de retirar e nesta fase já começa a não ser muito fácil; porque a DC, quando é, é para toda a vida e não desaparecerá como dizem, e atrasar um possível diagnóstico não é a opção mais sensata.
Mas tudo isto sei-o agora. Muita gente duvidará que eu esteja certa. Afinal de contas és seguida por um pediatra... mas precisamente porque até os pediatras desconhecem a doença, mamãs como eu acabam passando informação e entreajudando-se. É mesmo assim.
A pseudo-boa-notícia é que acho que estás a ganhar peso. Já passámos a fase da recuperação da gastroentrite e já te noto mais rechonchudinha outra vez. Mas, pensando nisto, fico ansiosa. Se se voltar a verificar novo aumento de peso de acordo com a tabela de percentis consolidamos ainda mais a hipótese de teres de facto intolerância ao glúten. Mas vamos ter de reintroduzi-lo na tua alimentação. E ainda vamos ter de fazer a biópsia... Andamos a adiar o inevitável.
A minha sorte é que és linda, muito bem-disposta e divertida, esperta que nem um alho, dormes bem e comes lindamente, muito fácil de aturar e na maior parte das vezes nem me lembro que és o meu pisquinho lindo, o meu peso-pluma angelical! Sou a mamã mais babada do mundo!
Pronto, já disse. Já disse o que me vai na alma.

A Mãezola inova o Blog - Video!

Video gentilmente cedido pela Tia Guida! 'Bigados, Tia!

Carnaval da Pipokita San Limpopó!


No Parque das Nações havia uma Pipokita San Limpopó...


«Tantos meninos para brincar!!!»

«Vens?»

«Eu vou...!»

«Ops... eles correm muito... e não me ligam nenhuma...»



«Não percebo... e estes altinhos na relva também não ajudam!»

(Não tenho paz e sossego em nenhum lugar onde existam crianças... corres atrás delas, queres agarrá-las, elas, na maior parte das vezes, não te ligam nenhuma porque são mais velhas e não sabem brincar contigo, o meu coração não me sai das mãos porque fico com medo que te magoes... enfim... uma tourada! Eu percebo-te querida, afinal desde a minha barriguita que estás habituada ás gargalhadas das crianças... Oh...tanto tempo sem poder fazer o gostinho ao pé... Só que o pé é que ainda não é assim tão... ligeiro! Hihihi!!!)

Ó p'ra nós!!!


Pyzam Family Sticker Toy

Achei piada a estes stickers e fiz um para nós! Eheheh!

Bem, para contar, assim de especial, nada tenho a não ser que estou em véspera de fim-de-semana prolongado!!!


Quatro dias inteirinhos só para ti, my love!

Espero trazer fotos tuas, no regresso, quarta-feira...

Blah, Blah, Blah...!



«Mamã... couo!» (colo)
«Pam!» (Panda)
«manham, manham!!!»
(bolachas/ comida dos paizolas)
«Oiá!» (Olá!)
«Tchá» (tchau!)
«Adé!» (Adeus)
E de resto é blah, blah, blah que eu não percebo... estamos a superar um pouco o "hã" tradicional (hihihi!) valha-nos isso!

Ontem a Pipoca acordou... crescida!



Pois foi... Ontem foi dia de vacinas. De manhã cedo, acordámos todos e rumámos ao Centro de Saúde para uma visitinha ás senhoras enfermeiras... hihihi! Mas portáste-te muito bem, choráste mas não muito, e no fim ainda houve vontade de dizer adeus ás enfermeiras, por entre soluços e lágrimas (é nestas altura que o meu corpo se enche de orgulho da cabeça aos pés!) e pouco depois estavas no chão a brincar com os brinqueditos da sala de espera!
A seguir fomos a Lisboa levantar o teu Cartão do Cidadão. Ficáste patusca na fotografia, bem suadinha de tirar... eheheh (pobre paizola!)!
Mas a grande novidade do dia de ontem foi outra... Acabaram-se as disputas entre a tia Guida e a avó Benilde para te dar os biberons... ontem á tarde bebeste-o todo sozinha!!! A tia Guida até mandou uma foto para a mãezola ver bem! Eu, ontem de manhã, de facto, achei estranho porque estava a dar-te o leitinho e tu estavas a empurrar as minhas mãos, parecia que querias que eu largasse o biberon... mas tinhamos pressa para sair de casa, para ir ás picas, e acabei por não experimentar largar o dito a ver o que acontecia... mas que fiquei desconfiada, fiquei...
E, para completar esse teu novo eu emancipado... chegámos a casa ontem, pelas 19h30 e eu meti-me logo a fazer o jantar (a tua sopa, a massa, os bifes, arrumar a loiça da máquina, tec, tec, tec...) e, sendo certo que te dei livre acesso aos armários dos tachos, estivéste quase 1h a brincar sozinha sem me dirigires mais do que sorrisos e gritinhos de entusiasmo!!! Uma hora!!! A minha alma dava pulos de contente e estava tão incrédula como se estivesse diante de um dragão daqueles que cospe fogo!!!
Jantáste pacificamente á mesa conosco (os almoços têm corrido bem mas os jantares nem sempre correm sobre rodas porque o sono deixa-te rabujenta e impaciente) e adormeceste em menos de um fósforo (para mim 21h45 já é um bocado tarde mas, enfim, não conseguimos mais cedo)...
Resta saber se foi apenas um rasgo de crescidite ou se hoje voltamos á preguicite para segurar o bibas e a exigir atenção e assistência permanente para as brincadeiras ... Mas não faz mal, suponho que estas coisas são graduais e dependem também um pouco do teu estado de espírito, também gosto muito de te dar o leitinho e gosto ainda mais de brincar contigo; ficaria triste se nunca mais precisasses de mim para brincar! (Mas foi tão giro: tira tampa, mete colher, fecha caixinha, mete colher no escorredor da salada e do esparguete, destapa, mete babete dentro do escorredor, mexe com a colher, mete a tampa, arrasta para aqui, arrasta para ali... que azáfama mais divertida!).
Que orgulho, querida Pipoca!

Ups!

Hoje o tio Marinho faz anos... (aproveito e deixo um grande beijo para ele) e á bocadinho dei-me conta que me esqueci de por o nome da tia Iolanda na minha estrelinha do Dia das Amigas!!! Oh, meu deus!!! A tia Iolanda é uma AMIGA especial e uma pessoa espectacular... imperdoável! Ainda por cima tem aquela grande virtude de fazer anos no mesmo dia que tu!!!
Resolvi vir aqui deixar este post... ela merece!
(as pessoas que são da mesma terra são conterrâneas, as que têm o mesmo nome são homónimas... e as que fazem anos no mesmo dia???)

A Carochinha da D. Cezaltina...!


Estas são as pessoas que, nestes últimos dias, têm estado sempre na minha cabeça...
Um beijinho á Bisa. Um abraço apertado para ti, meu doce.

Pipocando...


Nostalgias á parte, é muito bom saber que estás cada vez mais crescida, em todos os aspectos. Mantenho a ideia de que esta tem sido a fase mais divertida de todas as do teu desenvolvimento psico-motor até agora, por isso não ando a cantarolar Oh Tempo Volta P'ra Trás..., confesso.

Recapitulando: dizes umas 10 ou 12 palavras; tens uma vontade louca de calçar sapatos e peúgas sozinha (com uma piquena ajuda até consegues calças as meias); se houver por perto um botão, seja de televisão, torre de pc, telemóvel, fogão, máquina de lavar, o que for, tu descobres!!!; reconheces músicas aos primeiros acordes (coisa que o teu paizola também consegue com uma facilidade que sempre me impressionou!); danças a toda a hora; és muito expressiva e ultimamente fazes carinhas de menina cheias de candura, misturadas com sorrisos cheios de malandrice e encolhes os ombros quando ralhamos contigo ou te proibimos de fazer alguma coisa, como quem diz Não quero saber...!; já brincas muito com brinquedos e andas apaixonada por livros daqueles com janelas para abrir ou com imagens para que a gente te pergunte Onde está o...?, andas sempre com eles atrás de nós.

Bem, mas confesso que o senão desta Bela é mesmo o facto de pedir tudo com hãs super-irritantes, para os quais já começa a não haver muita pachorra... Hihihi!!! Não vejo a hora de começares a falar, porque correres tudo a hã, independentemente de já dizeres umas poucas de palavras não é nada aceitável, senhora dona Pipoca... ai, ai, ai!
Este fim-de-semana foi muito giro. Fomos a Santiago do Cacém com o tio Bruno e a tia Simone. Portáste-te muitíssimo bem, brincáste muito com a Camila (que tem a idade do primo Gabriel), leváste uma lambidela de cão na tua mãozita atrevida (biark!), cheiráste e prováste azedas (que queridas florinhas amarelas! Hihihi!!), leváste para casa um casaquinho muito giro da Hello Kitty comprado na Feira de Rebaixas, prováste arroz doce pela 1ª vez (e não gostáste...oh!) e divertiste-te muito.
(Enquanto te escrevia recebi um telefonema e a bisa está muito doente no Serviço onde a tia Guida trabalha... tenho tanta pena que ela já tenha 97 anos e que já não vás guardar memória dela... o meu coração ficou pequenino e já não consigo acabar este post. Ía contar a seguir que no domingo fomos ao lar onde ela tem estado, visitá-la... ela adorou a tua visita e a do primo Gabriel. Ontem de madrugada foi para o hospital. Piorou...).

Um ano e meio... Já???




18 Meses


de Pura Doçura,


minha querida


Strawberry

PopCorn!



Dia das Amigas!


LEGENDA:
Nas fotos: Carla Pedro, Francisca, Lau (não tinha a jeito nenhuma fotografia das restantes amigas... snif...)
Na estrela: Guida, Mó, Ana, Ana Margarida, D. Celeste, Paulinha, Soraia, Simone, Ritinha, Sandrinha, Nádia, CC.
_____________________________________________

A AMIZADE é...

... um prato que se come quente e se bebe frio
... um dia de Sol
... um areal na costa rochosa
... uma gargalhada de criança
... um chapéu de chuva no Inverno
... umas sandálias no Verão
... uma serenata á janela
... um chocolate-quente ao serão
... uma almofada de penas
... uma belíssima paisagem
... uma boa conversa
... um talão premiado
... uma viagem de sonho
... uma âncora
... uma sorte...
Aproveito para deixar, em teu nome, um beijinho para as tuas amiguinhas Bruna e Maria (meu deus, o resto são tudo rapazinhos!) e desejar-te FELIZ DIA DAS AMIGAS!

Whycry... why not?



Não resisti a colocar aqui um post sobre este fantástico aparelho que serve para detectar a razão pela qual um bébé chora! Agrupadas em 5 possíveis (Fome; Aborrecimento; Mal estar; Sono e Stress), este sistema acende um led que corresponde á causa identificada, sendo que, deve ser pela intensidade do choro, que se faz a associação entre a causa e o choro produzido (http://src-whycry.blogspot.com/).
Nem sei se duvido da cientificidade deste aparelho, da eficácia, da utilidade. Isso para mim é acessório. O que mais me deixou perplexa foi... a sua efectiva existência!!! Ou estou a envelhecer demasiado depressa e a criar a típica resistência á mudança, tão própria da idade ou ESTE MUNDO CAMINHA PARA UM IMENSO VAZIO!!!
Para que servirão os pais, então??? Oh meu deus...! Espera aí que a máquina diz que o meu bébé está a chorar com fome, coitadito, deixa-me lá ir preparar um biberonzinho... Que ideia assustadora...
Já aqui tinha escrito uma vez: o instinto da parentalidade está em vias de estinção no ser humano, é inequívoco. Cada vez mais os pais se deixam aliciar por literatura pseudo-científica sobre psicologia infantil, por soluções pronto-a-fazer, por estatísticas e conselhos retirados do contexto particular de cada família. Os pais cada vez menos conhecem os seus filhos. E não me surpreende que, daqui por 15 anos, este aparelho e similares façam parte do enxoval de qualquer pré-mamã! Já nem nos 1ºs meses de vida os pais se darão ao trabalho de aprender a lidar com os seus bébécas, colocando em 2º plano a necessária proximidade relacional entre pais e filhos... que tristeza.
Em nome do quê? Da egoísta necessidade de se ter certeza que fazemos tudo bem, de forma rápida e eficiente. Como aliás exigimos de tudo o resto: do trabalho, do lazer, da saúde. Higienizamos tudo e desprotegemo-nos em relação aos micróbios, virus e bactérias ou enfiamos-nos em ginásios a tropeçar em passadeiras e não respiramos a maresia em passeios á beira-mar; trabalhamos muito e muitas horas e a vida pessoal anula-se no meu pior tormento, a vertigem dos dias; vamos a Roma e não vemos o Papa, porque não deu tempo mas pelo menos podemos dizer que conhecemos Roma, eheheheh!!!
Que dizer mais? Estou sempre a bater no ceguinho, não achas Pipoca? Temos 28 anos de diferença e nem consigo começar a imaginar a diferença que isso fará... Por enquanto fico a sonhar com o dia em que surgirá o 1º aparelho de Resolução de Birras em Bébés... vou patentear já a ideia, não te parece bem?

Comia, Comia e Mais Fome Tinha!


Andas rota: em duas tardes (sabado e domingo) devoráste 1 pacote destas bolachinhas sem glúten! E todas as refeições têm sido precedidas de manifestações de entusiásmo que podem incluir palmas e tudo! Até o iogurte de ontem (coisa que já não comias mais do que duas colheres contrariadas...) foi devorado e mais houvesse mais comias! Já tinhas tido uma gastroentrite aos 11 meses mas, nessa altura, não houve nenhum pico de apetite depois de curada, como se diz vulgar nas crianças depois de períodos de doença. Desta vez (e ainda bem!) todos os dias rezo para que se mantenha assim para... sempre! Ehehehe!!! Até nem me posso queixar, apesar de tudo, sempre comes bem (mesmo que não com o entusiasmo destes dias...!).
De resto, este fim-de-semana não houve birras e estivéste sempre muito bem-disposta e meiga. Sábado andámos nas compras e domingo almoçámos na avó Celeste e estivémos em casa a brincar as duas (o paizola foi á bola)... Pena passar num instante os fins-de-semana. Bem, relativamente ás birras andei estes dias a fazer um trabalho de mentalização. A tia Guida (uma boa advogada de defesa que ali tens!) acabou por dizer uma coisa que me sossegou: as birras de não querer ir para casa talvez sejam a tua forma de "castigar" um bocadinho aqui os paizolas, do género Mas onde que raio é que vocês se enfiaram o dia todo e agora aparecem e querem levar-me daqui??? Agora sou eu que não me apetece ir! Sim, nesse caso é uma forma torta, mas ainda assim uma forma, de mostrar que gostas de nós, não é? Eheheh! Talvez seja mesmo próprio da idade... snif!
De resto, segunda-feira, princípio do mês... vida nova...!
Estamos a uns dias de completares 18 meses... a minha intuição diz-me que estamos a passar mais um check point. Novamente mais complicado adormecer-te (o que implica que eu e o paizola acabamos por jantar ás quinhentas!), muito interesse na nossa comida e em estar sentada á mesa conosco...hum... O paizola sugeriu e eu concordei de imediato: temos de jantar á mesma hora que tu! E assim vai ser: a partir de hoje, assim que chego a casa começo a fazer o jantar, se fôr preciso o paizola dá-te a banhoca sozinho, jantamos juntos e depois caminha! Andei a adiar esta mudança na rotina porque não queria perder aquela horinha de brincadeira antes de te deitar mas... não há outra hipótese, também está an altura de começarmos a jantar em família, porque isso é igualmente importante, não achas?
Vamos ver como corre...

Os teus regressos...


Nunca vais saber o que me entristecem, me magoam e me deixam apreensiva estas birras, de chorares tanto, com tanta aparente tristeza e revolta, como a destes ultimos dias, para não sair de casa da avó quando o pai chega para nos ir buscar... Quem vê até pode pensar que te maltratamos em casa ou que não te damos atenção e que, por isso, não queres ir para casa. Hoje, pela minha saúde, juro que te deixo em casa da avó Benilde a dormir se voltares a fazer a mesma choradeira!
Não sei onde está o bébé com medo da separação dos pais que os pediatras apregoam que podem (e devem) ter nesta idade... a tal prova inequívoca do vínculo afectivo aos pais. Não pareces te importar minimamente com a nossa ausência e eu não percebo como podes não ter saudades minhas quando regresso do trabalho, como podes não querer ir para casa, onde pareces sempre divertir-te tanto e ser tão feliz...
Claro que prefiro que não te custe deixar-me de manhã, que prefiro que gostes da avó Benilde, do avô Fernando, da tia Guida mas... caramba, esta choradeira toda no regresso a casa começa a inquietar-me. Se calhar sem razão. É só uma birra. Mas é uma das poucas com a qual lido mal. Não entendo nela uma tentativa de testar limites, tão própria da idade. Não é daquelas birras que reivindicam disparates a que só as crianças dão importância. Eu própria dou-lhe mais importância do que a que, provavelmente, tem e não sou capaz de gerir as emoções (minhas e tuas) da forma mais pragmática e objectiva, confesso.
Enfim, é uma fase, tenho a certeza. Ontem fiquei mesmo muito magoada: num rasgo egoísta e emocional só conseguia pensar se não são suficientes os beijos, os mimos, a atenção, as palavras, os sorrisos, os gestos e o carinho que te dirijo diariamente. Que mais poderás querer? Ou não, ou se não serão de facto tantos e tão absorventes que te sufocam a saudade e a vontade de querer assegurar a minha presença na tua vida, se calhar demasiado constante. Quem sabe tens o meu afecto e o do paizola por tão garantido que é o das restantes pessoas que sentes que precisas de assegurar... Quem sabe se não é nada disso e, no teu mundo ideal, as pessoas de quem gostas deveriam estar sempre juntas e viver na mesma casa e nem se trata de uma questão de preferências ou saudades...
Pois, quem sabe. Eu cá, hoje, só pretendo desabafar. Ser mãe não significa deixar de ter expectativas, de ter desilusões. O afecto é construído nas relações, não vem incluído no pacote do exercício de parentalidade e, como tal, sei que tenho direito a questionar as coisas. Não faz de mim menos mãe duvidar do nosso vínculo de vez em quando, pois não? Eu cá acho que não...

A Visita da Dona Birra*...



A Dona Birra, aproveitou-se do facto de andares doentinha para aparecer, assim aos pouquinhos, nestes ultimos dias, deixando a mãezola baralhada, mas...
Ontem, ao finalzinho da tarde, a mãezola teve a certeza: a Dona Birra vestiu-se de Pipoca e deu um espectaculo em 3 actos que, felizmente, acabou com uma primeira vitória aqui da mãezola!
Ora bem, a Dona Birra apareceu exactamente no momento em que o paizola chegou a casa da avó Benilde para nos ir buscar: e a Dona Birra (disfarçada de Filipa) chorou, berrou e esperneou por não querer vestir o casaco e sair dali. A Dona Birra, percebeu que não havia outro remédio e lá sossegou enquanto descíamos escada abaixo - Fim do 1º Acto.
À saída do prédio, o paizola abriu o chapéu de chuva e a Dona Birra embirrou com o dito chapéu e largou-se a berrar outra vez, tendo-se calado no momento exacto em que o paizola fechou o chapéu (a pedido aqui da mammy que já não estava a gostar do espectáculo aberto ao público...hum...) - Fim do 2º Acto.
Já em casa, a Dona Birra veio novamente para uma última e derradeira tentativa de levar a melhor. Vamos ver:
A Dona Birra queria que a mãezola fosse com ela brincar para o quarto mas a mãezola não tinha vontade e queria antes ir para a sala onde o paizola já estava a ver o telejornal (caramba, os pais também têm direito a não estar sempre disponíveis para tudo!). A Dona Birra, á porta do quarto da Pipoca, desatou a berrar, esperneou, sentou-se no chão, gritou... A mãezola virou-lhe as costas e foi até à sala. Mas a Dona Birra continuava nas suas tristes figuras e a mãezola regressou decidida a resgatar a Pipoca dos feitiços da Dona Birra. Pediu-lhe que viesse para a sala ter com o pai. A Dona birra continuava a gritar. Depois a mãezola pensou um bocadinho e achou que seria melhor perguntar á Pipoca, ignorando a Dona Birra: Não queres vir para a sala mais a mãe? e só à segunda ou terceira vez que a mãezola perguntou é que a Pipoca engoliu as lágrimas, mandou embora a Dona Birra e acenou que sim com a cabeça estendendendo os braços para pedir colo. Ufa... Mas, para ter a certeza que a dita senhora não voltava às luzes da ribalta, a mãezola fez o caminho para a sala explicando á Pipoca que ela não deve chorar para pedir as coisas porque assim nem o pai nem a mãe lhe farão as vontades, e ela acenava que sim com a cabeça e com as lágrimas engolidas a custo. Mas, mal a Pipoca chegou á sala e viu o DVD do André Sardet a Dona Birra ainda tentou nova façanha e a Pipoca ía começar novamente a chorar de dedo apontador em riste porque a mãezola não se apressou a fazê-lo tocar... Ai! O que é que a mãe disse? A Filipa não chora para pedir as coisas! E a Pipoca encolheu os braços e consentiu! A mãe aproveitou para dizer que a Pipoca deveria perguntar ao paizola se podia ver o DVD, já que ele estava a ver o telejornal. Apontou para o paizola, em género de pedido, e ele apressou-se a colocar o Sardet a tocar o Boa Noite, com direito a palmas da Pipoca. - Fim do 3ª Acto.
Resultado do 1º Jogo:
Mãezola 1 - Dona Birra 0!!!
(* esta divertida expressão é do Dr. Mário Cordeiro, pediatra e autor dos livros O Grande Livro do Bébé e o Livro da Criança)

Feliz ano do Boi!!!

Hoje é o 1º dia do ano chinês do Boi.
Não sei porquê deu-me para googlar este tema e descobri uma coisa interessante... Nasceste (assim como a Bruna, o Guilherme e o Ruca ) no ano de 2007 que, de acordo com o horóscopo chinês foi um ano muito particular, o ano do Porco Dourado.
2007 combinou o animal Porco com o elemento Ouro, um acontecimento que tem lugar, apenas de 60 em 60 anos (12 animais e 5 elementos) e que, segundo a crença, prevê que os bébés nascidos nestes anos viverão uma vida próspera e confortável!
Será? Eu cá espero em que sim!
Bem, de resto, que os astros (ou os bichinhos chineses ou qualquer outra entidade, não interessa) te traga mais saúde. Com esta treta da gastroentrite andas muito xoxinha, brincas pouco, comes menos e já estás outra vez mais magrinha... caramba, não tenho sossego.
E saudades tuas hoje? Ui... carradas!

Doentinha...


Desde segunda-feira que estás com uma gastroentrite viral... na madrugada de segunda apanhámos um grande susto porque fomos buscar-te ao berço e tinhas vomitado todo o jantar...
Estive em casa contigo terça, quarta á tarde fomos contigo ao SAMS e ontem o dia todo. Apesar de ter sido por esta razão, soube-me muito bem ter ficado contigo.
No SAMS foste observada por uma médica muito simpática, a Dra. Margarida Santa Rita. Chamou-te caganita (hihihi!) e referiu-se a mim como uma pessoa robusta (por comparação contigo e com o teu paizola) e ainda assim mantenho a ideia de que gostei muito dela! Falámos até sobre a tua intolerância ao gluten e ela foi muito atenciosa.
Hoje já estás melhor. Ainda bem. Foi só uma coisinha ligeira. Pior anda o teu paizola...
Fim-de-semana á porta, graças a deus!
P.S. Obrigada tia Carla P. pela dica. Gostáste desta experimentação? Agora ando curiosa para ver as tuas fotos do Dioguito! Zuba para ti!

A Vertigem dos Dias e a Inquietude


Estou a terminar a leitura deste livro do Daniel Sampaio. É curioso...
Tenho todos os livros da bibliografia deste autor, pessoa que admiro como profissional (ele é psiquiatra com reconhecido mérito no trabalho com famílias e jovens) e pensador das questões da Educação. Li, o meu primeiro livro dele há muitos anos e, até hoje, não consigo perceber onde começa o que aprendi com ele ou acaba o que sempre foi também a minha ideia sobre estes assuntos. Sempre que estou a ler um livro dele sinto que aquilo que ele escreve acerca de Educação eu sinto que poderia ter escrito também, o que não deixa de me intrigar e entristecer um pouco, é verdade. Se tivesse tido um pouquinho mais de ambição talvez pudesse ter construído um percurso profissional mais próximo daquilo que sei que são as minhas potencialidades. Mas enfim...

Este novo livro não é excepção e, dada a cada vez maior pertinência destes temas para mim (por razões profissionais e, óbviamente, pessoais - tu!) tem sido, para surpresa minha, com muita inquietude que tenho devorado cada página deste A Razão dos Avós...
Inquietude. Por partilhar com Daniel Sampaio as ideias transversais a este livro e não conseguir vislumbrar uma saída para este impasse que vive a nossa sociedade, perdida entre uma vertiginosa (sobre)vivência do dia-a-dia e alguma ausência de valores na educação desta nova geração (a tua, que é a destes meninos aqui no colégio, meu amor).
Esta leitura despertou-me para uma realidade inequívoca. A geração daqueles que são agora avós (como os teus próprios) nasceu de uma mundo em transformação, contestou a pesada herança das tradições familiares e viveu a juventude na revolução de Abril com ideias de liberdade e igualdade entre sexos, pais e filhos, raças e culturas. As avós de hoje abriram caminho para a ocupação de postos de trabalho cada vez mais qualificados, sendo que as mães de hoje são também profissionais competentes com horários e trabalho cada vez mais absorventes. Daqui resultou que muitos avós de hoje criaram os seus filhos na base de valores de liberdade, de escuta activa e empatia para com as necessidades dos filhos, com menos rigidez e mais tolerância. Nos tempos dos teus avós, apesar de tudo, as mulheres trabalhavam mas não viviam para o trabalho, não andavam em correrias para apanhar autocarros e em metros apinhados de gente, não se sentiam levadas pelos apelos do consumo e pelas ideias de realzação pessoal e profissional.
Nós, a minha geração e a do teu paizola, crescemos sem conhecer grandes dificuldades financeiras ou outras, estabelecemos relações com os nossos pais baseadas no diálogo e no respeito por alguma distribuição hierárquica dos papéis, mas crescemos já muito virados para nós próprios e para a satisfação dos nossos desejos pessoais.
É como tudo o resto, de geração para geração, algo na transmissão de valores fica para trás: os teus avós conheceram a liberdade de expressão e a prosperidade e permitiram que os filhos nunca passassem fome, fossem sempre tidos em conta e ouvidos, e não lhes faltasse uma coisa que eles tiveram pouco na sua infância: brinquedos, por exemplo. A minha geração já levava dois dados adquiridos: a liberdade de expressão e a satisfação das necessidade pessoais. Para nós esses dois dados estão tão plenamente assimilados que acabou por conduzir esta geração a eliminar quase por completo a linha das hierarquias nas famílias, sendo que os meninos da tua geração cada vez se tornam mais o centro da vida dos pais. E é aqui que o caos parece começar...
Já não há crianças que dão pulos de contentes por terem recebido finalmente aquele brinquedo pelo qual esperaram ansiosamente vários meses. Agora comentam: Fogo, pedi aos meus pais no fim-de-semana aquele jogo novo para a Playstation e ainda não me deram o dinheiro para comprar! Eles nunca me dão atenção nenhuma... Atenção??? Desde quando receber atenção é sinónimo de receber presentes??? Será que já não se pode esperar para ter nada nesta vida? Onde ficou a boa educação de esperar que se pergunte o que se deseja antes de começar a exigir este mundo e o outro, como fazem a maior parte dos meninos que entram aqui pela Secretaria a dentro todos os dias, como se eu e a Laurinda, existissemos tão somente para lhes satisfazer as necessidades?
E sabes o que me inquieta, querida Pipoca? O saber que não perdi o norte ao rumo da educação que me sinto na obrigação de te dar. Saber que não tenho medo de te dizer não quando é preciso, que não tenho medo de me recusar a escutar-te quando achar que não terás nada para me dizer que eu possa eventualmente considerar (hoje os pais têm um medo terrível de dizer aos filhos: acabou a conversa! Pedagogias modernas, enfim...). Saber que não vou aceitar que não possas esperar pelas coisas que verdadeiramente desejas, porque há virtude na paciência. Hoje em dia confunde-se impaciência com determinação, falta de educação com personalidade forte, egoísmo com individualismo... Já te tinha escrito uma vez: nunca seremos amigas, Pipoca. Somos mãe e filha e isso será sempre um vínculo maior. Dele depende te formares e cresceres como pessoa de uma forma saudável e os pais esquecem-se disso. Porquê? Acho que vivemos a maior crise de autoridade de sempre! Os pais nem parecem pais!!!
Mas sim, inquieta-me. Inquieta-me saber-me presa num horário de 8h diárias de trabalho e em 2h diárias de transportes públicos, inquieta-me não ter tempo para te ensinar nada disto de que te falei. Esta vertigem dos dias que passam uns atrás dos outros e não deixam tempo para nós, para os nossos filhos, para viver. Tenho medo de não conseguir fugir á regra destes pais que critico...
A I. saía arrastada pelo passo acelerado da mãe (que gritava ter o carro mal-estacionado) enquanto chorava convulsivamente porque o seu brinquedo de estimação tinha ficado para trás, fechado na sala das actividades onde passaria a noite sem ela...Deixa, a mãe compra-te outro ali na papelaria, depois de ver se não rebocaram o carro!
Se eu quero ser como a mãe da I.? Não. Queria ser a mãe que procuraria um lugar para estacionar convenientemente o carro antes de te ir buscar, que procuraria uma funcionária para abrir a porta da sala e resgatar da escuridão o teu brinquedo e que a seguir te perguntaria: E agora? Vamos beber um sumo antes de ir para casa? Aproveitas e contas-me o que fizéste hoje na escolinha! Boa? E a vida, dará mesmo para viver assim, como eu idealizo? Hum... se calhar, não!

Ai vaidade, a quanto obrigas...!


Instalei aqui no trabalho uma versão trial do Paint Shop e vou chorar baba e ranho quando deixar de a ter... não há dúvida que se fazem umas coisinhas muito giras com estes programas de tratamento de fotografias...! (Pena a qualidade da maior parte das fotos, porque não tenho conseguido fotos melhores... snif!).

Agora andas feita uma vaidosa: já quase consigo que aguentes os ganchinhos no cabelo ao fim-de-semana, sob o pretexto de ficares linda!, eheheh! Quase sempre os tiras várias vezes, mas ás tantas esqueces que os tens na cabeça. Ah e já sabes que se os tirares tens de os dar á mãe para pôr de novo. Sacrificios que se fazem pela beleza, não é?!

E quando saímos de casa aos fins-de-semana, antes de te vestir costumo dizer: Anda bébé, vamos vestir a Filipa para ficar linda e ir á rua? E não demoro a obter o teu consentimento... depois de aperaltada, lá corres tu para o espelho e ficas a admirar-te com um ar muito entendido. Não tarda estarás a dar palpite: Não, mãe, quero antes as collants azuis, ficam melhor com este vestido! Hihihi!

De resto, no sábado brincáste muito com os primos Tomás e Maria. Acho piada... a Maria tem 4 anos e brinca contigo como se vocês as duas tivessem a mesma idade. Fala contigo como se percebesses tudo e tu pareces, de facto, entendê-la e lá andas atrás dela e ela atrás de ti e eu acho delicioso!

Ah, e a Tia Carla já regressou dos Açores! Aqui a mãezola já tinha muitas saudades dela!

Olá eu sou a Pineca!


Apresento a Pineca (Pi de Pipoca, neca de boneca - baptizada pela tia Mó)!
Esta foi a prenda de Natal da Tia Mó! A ideia original foi minha: fazer uma boneca personalizada, ou seja, esta és tu em forma de boneca de pano! Eheheh!!!
Passo a descrever:
No vestido tem um Morango (esta é óbvia, não achas?) e os Números que compõem a tua data de nascimento que sempre achei curiosa ( 9 do 8 de 2007).
Nas mãos um Rádio para ouvires a música de que tanto gostas e que desde cedo deste mostras de apreciar muito (se bem que o mais correcto seria um leitor de DVD...!) e um Comando de Televisão, porque foi de facto o primeiro objecto que te despertou a atenção e o interesse!
Nos pés um par de Sapatilhas de Ballett, porque começáste a dançar (movimentar o corpo ao som de música) muito cedo!
Ficou gira a Pineca, não achas? Obrigada Tia Mó!

Quem é Rainha neste Dia de Reis???



FELIZ
ANIVERSÁRIO




TIA


GUIDA!!!
"TE GOSTAMOS MUCHO"!!!

"T'á tá"! (Já está!)



Ontem foi dia de consulta com o Dr. Velho. Finalmente! Acreditas que estava nervosa? O objectivo era só pesar e as rotinas do costume mas estava ansiosa, confesso. Acho que tinha receio que não tivesses ganho mais do que umas poucas gramas e que isso me deixasse de novo ás voltas com as dúvidas do costume...
Mas bem, recordemos: na última consulta, em 2 meses, tinhas engordado apenas 30gr; ontem, outros 2 meses depois, a balança registou mais 260gr!
Ufa... c'a alívio!
De notar que, e como o Dr. Velho explicou e muito bem, ganháste exactamente o mesmo que os bébés com outros percentis supostamente ganham entre os 15 e os 17 meses, conforme demonstrou no gráfico do boletim de saúde. Parece ridículo mas eu nem tinha pensado sobre uma coisa tão óbvia e confesso que até tinha idealizado que pesasses já uns 8 quilitos... disparate, não poderias ganhar 780gr quando o esperado seria apenas 200gr!
Vamos lá ver se a gente se entende, mãezola: a dieta sem glúten permitiu (se essa for mesmo a explicação) que o intestino recuperasse a capacidade de assimilar os nutrientes, logo de ganhar peso de acordo com o esperado e não de recuperares o peso que não ganháste até agora! Certo? Ai mães... querem logo tudo! Hihihi!
Mas, não vale atirar foguetes antes da festa e, o Dr. Velho (na minha opinião não muito convencido com a explicação do glúten, que ele continua a desvalorizar) pediu-nos que mantivessemos a dieta e que voltássemos a pesar-te no final de março para só depois repetir as análises ao sangue. Na opinião dele, menos de 6 meses com a dieta sem glúten não dá para tirar grandes conclusões (muito embora, para mim, que sou tua mãe e não percebo nada de medicina, estes 2 ultimos meses, em comparação com os 2 anteriores e com o panorama geral desde os teus 9 meses, pareceram-me já encorajadores!).
De resto, tudo óptimo!
Bem... a ver se deixamos este assunto sossegado por mais uns tempos e aproveitamos bem a tua traquinice, que essa sim tem as medidas e o peso certos! Hihihi!

Feliz Ano Novo!

Ora... para 2009...
desejo...


a sala mais arrumadinha



Que o paizola apareça mais nas fotos, porque sinceramente, os chinelos são um bocado feios...



que mantenhas a boa disposição e a traquinice



muita Saúde para ti e para todos aqueles de quem gostamos e que gostam de nós



muita paparoca e boas sonecas!



Gargalhadas, birras e muitos abraços!



Pobre Pai Natal... e hoje ainda vai a Espanha entregar brinquedos! Eheheh!


O teu Natal foi simpático: ás 20h a jantar com a Avó Benilde, o Avô Fernando e a Tia Guida; á meia-noite na caminha; pelas 9h a abrir os presentes que o Pai Natal deixou a pedido dos Paizolas; ás 17h a abrir os presentes que o Pai Natal deixou na casa da Avó Celeste e do Avô Narciso e ás 19h a abrir os presentes que o Pai Natal deixou na casa da Avó Benilde e do Avô Fernando...!
O Pai Natal fartou-se de trabalhar para ti!!!