As Fotos...


Ai, que eu não sei para que lado me viro... tantas prendas! Entretanto deixa lá fazer ar de vip a posar para jornalista da Lux numa festa de famosos no Algarve... Gostaram? Nada de andar para aí a escrever que eu estava com a mosca neste dia... seus cuscuvilheiros!

















Êta barrigão da Aninhas...! Oh Inês, tomara que o tempo passe rápido para poderes ser fotografada comigo nas festas vip!!!







A malta continua na pista de dança, mas eu cá resolvi vir petiscar... que satisfação! Já estava farta de ter de fazer a pose de menina séria... (mas estes jornalistas não me largam! Ouçam: agora metam-se para aí a escrever que a Pipoca ganhou uma barriguinha e tal e só pensa em comer... eu continuo em optima forma física! Seus invejosos!)










Eu e os meus amigos... da esquerda para a direita: Tomás, Maria e... eu!


(Rumores que correm sobre alguma espécie de desentendimento são completamente infundados! A malta zanga-se, ás vezes, e tal... mas não demoramos a voltar ás festas juntos!!!)


E O BOLO...



E um muito obrigado aos presentes: Avó Celeste, Avô Narciso, Avó Nide (o avô Nando não pôde estar presente, por estar a caminho de Madrid... snif, mas veio visitar-me antes e esteve no meu coração!), a tia Guida, a tia Ana, o Pimo Gabriel, o tio Marco "Calminha!" (hihihi! Agora digo sempre calminha depois de falar no meu tio!), os tios Bruno e Simone, a Maria, o Tomás, a tia Mó, a tia Aninhas Barriguita e a piquena Inêsita, o tio Galante, os tios Jorge, Rita e Luís.
Obrigada, tia Guida, mais uma vez, pelas fotos!!!

O que é pequenino tem... graça! PARABÉNS!


Este ano não fiz mais, para a tua festa, do que uns canapés. Nunca tinha feito nenhuns... A ideia é simples: tudo o que é pequenino (como tu!) tem graça e achei que seria uma homenagem gastronómica engraçada.
E fi-los a pensar em ti...
Cozinhei alguns ingredientes em lume brando juntamente com as memórias do dia em que nasceste. Curioso, já não me recordo absolutamente nada dos maus momentos que passei.
Destapei-os e deixei apurar os sentidos que ainda hoje se despertam quando relembro: o cheiro do hospital e o teu cheiro doce e quente; o toque da tua pele macia e rosada; a visão de um anjo enigmático que eu observei durante horas naquela alcofinha de acrílico transparente; o paladar da sandes de fiambre que avó Nide mandou para o lanche do dia seguinte e pela qual tanto ansiei (uma história engraçada: durante 9 meses privei-me de comer fiambre por causa da toxoplasmose e, afinal, poderia tê-lo comido, se soubesse que se fosse fatiado e embalado não havia problema!); o som forte e comovente do teu primeiro sopro de vida.
Moldei cada pedaço com cores vivas e texturas diferentes, em homenagem á difícil tarefa de Educar. Afinal, fui estreante nisto de canapés, como sou na maternidade. Tu serás, por muitos filhos que tenha, a minha obra prima, o meu primeiríssimo projecto de vida. A nenhum outro filho me obrigarei tanto a conhecer, a questionar, a perceber. Porque perceber um primeiro filho é, implicitamente, perceber os meandros da tarefa de ser Mãe. São duas descobertas numa só. Se tiveres irmãos, Pipoca, não haverá necessidade deste esforço. Logo, o empenho será neste sentido (e só neste!) menor, mesmo que o Amor seja igualmente intenso e absorvente, porque imagino que o seja.
Cores vivas e texturas diferentes porque educar é fazer sobressair numa criança estas mesmas coisas, numa viagem constante pela nossa imaginação, intuição e infância. E se pudermos mostrar que a vida é uma tecelagem de cores, um emaranhado de circunstâncias que nos moldam, aparentemente sem nexo, educamos uma criança para ser feliz em qualquer lugar, de qualquer maneira e a acreditar que a vida é o seu bem mais precioso.
E deixei descansar em travessas, para admirar. Como faço diáriamente contigo. Contemplar a tua beleza, a tua doçura, a ternura dos teus gestos, sempre tão leves e enérgicos. Penso muitas vezes: nunca tinha imaginado como seria o meu primeiro filho mas, estou certa, se o tivesse feito, seria como tu! Durante a gravidez apenas imaginava que serias bem-disposta e divertida, um bébé de bem com a vida. Os teus primeiros sorrisos na maternidade (aqueles espasmos involuntários que todos sabemos não serem sorrisos, na acepção plena da palavra) marcaram em mim a ideia que serias mesmo assim, tal e qual: risonha e optimista. E não me enganei. Algo muito forte me dizia que, por detrás daquelas choradeiras revoltadas estava um bébé que simplesmente não percebia porque tinha saído de um lugar tão confortável para um mundo tão estranho. Mas estava também um ser humano curioso e cheio de vida, só á espera de se sentir mais seguro para sossegar.
No fim servi tudo numa mesa e sala enfeitadas com a nossa boneca preferida. E esperei que as prendas, a presença dos amigos e da família que tanto te adoram e o AMOR dos teus paizolas fosse a única coisa a contrastar com os simpáticos canapés: por serem GRANDES no desejo de te agradar!
Querida Pipoca, já sabes que a tradição manda que, por esta data, eu te escreva estas coisas lamechas e chatas... não consigo evitar.
PARABÉNS MINHA PRINCESA PIPOCA!
Já vamos a caminho dos 3...caramba.

O vento perguntou ao tempo... quanto tempo o tempo tem?



Saudades? Disto... paz e sossego no jardim, bem pela noitinha... Ai férias!
Bem,
começo o post de hoje com um assunto bem fútil... eheheheh(!): a minha cabeleireira.
Como sabes, descobri depois do infeliz episódio de um corte de cabelo horroroso, a minha actual coiffeur... a Graça, que é uma graça de moça e me salvou, na altura, de um visual no mínimo insólito. Depois disso não voltei a cortá-lo. Aguentei pacientemente que crescesse para poder voltar a colocar a minha preciosa melena nas suas maravilhosas mãos, desta vez com mais cabelo para ela poder trabalhar! E... saí de lá com o melhor corte da minha vida! Acho que, a partir de certa altura era sempre isto que eu esperava que a cabeleireira(?) habitual me fizesse e, por mais que explicasse, nunca me conseguia fazer nada sequer idêntico! Como é bom deixar o nosso visual em boas mãos! Agora... só espero que aproves, hihihi! Por certo nem darás pela diferença...
De resto, andamos com algumas dificuldades com a parte do adormecer na cama nova... é uma roda viva com a chucha lançada 500 mil vezes ao chão (que eu, ás escuras, não posso impedir e que remédio tenho senão acender a luz e ir apanhar...), com os pés a bater no colchão e a mandar os lençóis bugiar... ás tantas, tenho de sair do quarto e ameaçar que não volto e ficar nos arrebaldes até a choradeira me fazer voltar para te dar, de novo, a mãozinha até adormeceres. Quase sempre pedes colo, quase sempre tenho de te explicar que não pode ser. Mas ontem já foi menos o tempo que leváste a adormecer e estou convicta de que no final da semana que vem, já teremos entrado nos eixos novamente!
Estamos a tão poucos dias do teu aniversário... a habitual nostalgia... começo a pensar muito na minha gravidez e nos teus primeiros dias de vida. Voltam os pensamentos quase banais sobre o tempo que nos escapa entre os dedos a uma velocidade vertiginosa.
Já fazes 2 anos. Já tenho 30 anos.
E, silenciosamente, vai-se instalando em mim um pequeno desconforto. Ficaram momentos por aproveitar, momentos por viver com mais calma, para apreciar. Não adianta. Vou ser sempre daquelas almas saudosistas que, apesar de tudo, não perdem tempo a sentir saudades. Porque, pura e simplemente, não há sequer tempo para isso. Mas que, volta e meia, sentem o peso do tempo nas costas e gostavam de o poder aliviar. Mas, nem para isso há... tempo! Verdade Pipoca?

Salve-se quem puder... de tanto rir!


Pois... e agora vou-te contar a gracinha destes ultimos dias...hihihi!
Depois do banho e antes de jantar começas a fazer a habitual publicidade ao programa... E lá se ouve de 2 em 2 minutos (mais coisa menos coisa) a tua voz entusiasmada:
XOLTEM A... PAIEDE!!!
Só rir!!!

Mais uma voltinha mais uma... caminha!

Em contagem decrescente para o teu segundo aniversário...

Bem, há muito tempo que não dava notícias... o resto das férias passaram num ápice e, ao longo deste mês, conto vir aqui postar fotos e notas desses dias que já deixam saudades, snif...!

Entretanto não resisti a vir aqui deixar novidades...

Minha pequerrucha... falas pelos cotovelos, de manhã á noite! Que desenvolvimento imprevisivelmente rápido que me apanhou desprevenida... nunca imaginei que fosse assim: de um momento para o outro deixaram de ser as palavras aprendidas e usadas durante meses para ser um repertório de novidades diárias que já nem consigo contabilizar, por muito que queira. E digo que isto me apanhou desprevenida porque na realidade é uma das evidências mais concretas de como estás a deixar de ser um bébé e, como é óbvio, não posso deixar de sentir, por isso, uma certa nostalgia... enfim.

Para comemorar esta etapa, e de certa forma esquecer que a vida é mesmo assim e o destino de tudo o que nasce é crescer e (des)aparecer, comprámos no sábado, no Ikea a tua nova cama e respectivo armário. A caminha de grades foi desmanchada e ficará a aguardar novo ocupante (gostavas de ter um irmão pipoca?). Ontem já lá dormiste (embora adormecer tenha sido complicadito) e agora o teu quarto já não é de bébé!

Optámos por comprar daquelas caminhas pouco maiores do que a cama de grades e bem baixinha, mesmo para não te sentires perdida numa muito grande, e porque aqui a mãezola pelava-se de medo que uma outra fosse demasiado alta... Não queríamos nada demasiado bom nem caro porque não sabemos quando terás companhia lá em casa, como seria a adaptação a uma cama muito grande e gostariamos de poder mudar o quarto sempre que preciso e sem pensar muito no assunto... A cama de grades valeu 2 anos, esta caminha valerá outros 2 ou 3 (não mais do que isso) e depois logo se vê!

E bem... a uma semana do teu aniversário, esta já se encontra entre as nossas ofertas: um quartinho novo (sim porque mudámos bastante o aspecto dele, apesar de tudo!) e agora já só resta comprar uma mesinha e umas cadeirinhas pequeninas para compor o ramo. Gostava que te habituasses a brincar por lá! Sim, porque na realidade, o resto da casa parece sempre que foi vandalizada por hooligans ingleses e o quarto não tem sido privilegiado nas brincadeiras, o que está mal. Lugar de brincar deveria ser o quarto, não? Hum...

De resto estou de volta ao trabalho e cheia de papelada para organizar e pequenas coisitas que me aborrecem para fazer... enfim... férias agora só para o ano... é um pensamento assustador. Que remédio...

PARABENS TI'ANA!!!



No dia dos teus anos Tia, enfeitado de Sol e de uma brisa suave, há chupas de morango para comemorar e brincadeiras com o pimo. Há mais um ano de saúde e felicidade para lembrar e desejar que perdure. Há muitas gargalhadas para dar e bejinhos para mandar. Há uma tia que está mais velhota mas cada vez mais bonita. É assim... há dias de aniversário simpáticos e cheios de alegria... o teu é um deles!!!
PARABÉNS!!!

Pai, posso transformar-te num Croquete???


E lá fomos á páia, porque ninguém agenta um dia inteiro a ouvir-te perguntar pela páia... Fomos conhecer a Arrifana, praia de sufistas bem lá ao fundo das escarpas... Ui, o que a gente andou para lá chegar!!! Fiz alguns 500 catelhos (castelos feitos a partir do molde do balde!) para desmanchares em menos de nada e foi difícil segurar-te á sombra mas foi muito divertido!

Nham, nham na Taberna do Pimo???


Ontem saímos cedinho e fomos almoçar à Praia da Amoreira (Aljezur) na Taberna do Gabriel (o pimo já tem um restaurante??? Hihihi!!!)... Magnífica vista sobre o areal e o mar, e uma feijoada de búzios deliciosa no prato... Ai, Verão... que maravilha!!!
Portáste-te como uma senhora, excepto em dois pequenos detalhes: não querias comer a sopa e... a malvada fralda Swimmer deixou passar o xixi e até no chão lá deixáste uma pocinha!!! Hihihi!!!!
Oh, Pipoca, que falta de chá!!!
Hoje fazes 23 MESES!!! Estamos em contagem decrescente para o teu aniversário... que crescida!

O Primeiro Dueto!!!



Que perfeito coachão...
No meu peito cabuía?
Meu amor na tua mão
Nessa mão onde cabia
Perfeito meu coachão...


(Mãezola e Pipoca Hoje, hihihi!)

A passos largos dos 2 anitos, a grande novidade é a fala... dizes tanta, mas tanta, coisa... frases completas e agora até cantas com a mãezola esta música que já anda a levar o paizola á loucura... eheheh!!!
Estamos de férias nas Sesmarias. Andas doida, de manhã á noite, com a piscina insuflavel e o banho e a páia e é tudo uma felicidade só!!! Pior mesmo é dormir e beber o leite ao lanche... parece que tudo vai desaparecer do mapa em menos de um fósforo e por isso não há quem te segure.
Andas também muito afirmativa da tua personalidade, dona e senhora das tuas opiniões, teimosa que nem uma mula, sempre com o não na ponta da língua!!! Ai, esta formiguinha não tem catarro, já tem mesmo é uma tuberculose de geniozinho que só visto!!!
Bem, saudações relaxadas com cheirinho a protector solar!!!

Mãiii... já estás de férias???


Está quase filhota...
Falta hoje e amanhã, e quarta-feira vens comigo logo cedo para o colégio... tenho de cá vir fazer umas coisas que só posso fazer a partir de dia 1, mas não faz mal. Já estarei de férias!!!
Pena é o tempo estar chuvoso... esperemos que arrebite.
Este fim-de-semana fomos a Sintra, á Mata, assar e comer umas sardinhas com o tio Bruno, a tia Simone, o tio Gala, a tia Aninhas e sua Inês (Oh Inês que bem que se está aí, né? Tu frio não tivéste de certeza!) e os piquenos Tomás e Maria (os profissionais fotógrafos nesta foto!)... Oh meu deus, até no nariz tinhas terra!!! Terra, terra, mãos cheias de terra... e água que o tio Galante fez questão de te arranjar para que o quadro de sujidade ficasse mais completo...!hihihi!!! Mas estava frio e o sol encoberto... hum... que chatice, tanto tempo á espera do Verão para isto: dias de chuva... Final da tarde encontrámos a tia Carla e o tio Gabes mais o delicioso Dioguito! Foi um sábado diferente (já na semana passada tivéste um sabado preenchido: fomos comer caracóis, que aprováste e deitáste-te tão tarde... mas estavas delirante!) a antecipar as férias dos paizolas!!!
Bem... bora lá acabar de esfolar o rabo!!!

Very Bad!



Muitos devem estar a pensar que não estou boa da cabeça, por deixar aqui este post... Ontem morreu este senhor, Michael Jackson, e não podes imaginar a figura controversa e excêntrica que ele foi. Rei da música Pop, uma figura incontornavel dos anos 80, altura em que era eu uma criança. Nunca fui fã da sua música (porque fez sucesso numa época em que eu não tinha preferências musicais) mas ele faz, indubitavelmente, parte do meu imaginario.
Este post tem uma razão de ser: não consegui resistir á reflexão inevitável que esta morte me trouxe.
No espaço de 25, 30 anos muita coisa mudou. Este senhor pode ter sido demasiado estranho e polémico, pode ter se dedicado a um estilo musical que nunca apreciei (e como eu muitas outras pessoas) mas... alcançar o estatuto de estrela da música nos 4 cantos do mundo nos anos 70 ou 80 não foi possível a muitos. Na época, meu amor, as coisas não eram como hoje. Não haviam milhões de canais e TV cabo, não havia internet, não haviam triliões de artistas a serem conhecidos pelo seu trabalho...
Se daqui por 30 anos morrer o vocalista de uma banda musical da actualidade, podes acreditar que não haverá um mundo inteiro a saber de quem se fala, a lamentar a perda, a sequer dedicar a essa morte honras de blog e ou cinco minutos de conversa. Isso é actualmente uma grande improbabilidade. Estes ícones que perspassam imaginarios colectivos e que marcam épocas, pura e simplesmente, desaparecem com Michael Jackson, com Maddona (quando ela morrer) e com um ou outro que não me esteja a recordar agora.
Ontem morreu uma parte da minha infância, numa época em que todos tinhamos acesso á mesma informação, tinhamos os gostos moldados pela escassez da variedade mas... tinhamos mais em comum. Tinhamos em comum Michael Jackson e Maddona, os Jogos sem Fronteiras, os serões de programação televisiva de um só canal de televisão, o Top +... Tinhamos em comum brincar muito na rua porque em casa nos fartávamos depressa de não ter o que fazer. Tinhamos em comum ter liberdade para inventar os nossos brinquedos e para reinventar as estrelas que admirávamos... Hoje em dia, meu amor, está tudo feito, existe muita coisa, ora gostamos disto, ora daquilo, esquecemos rapidamente o que já foi apreciado. Digo isto sem saudosismo, acredita. Confesso que já não saberia viver de outra forma. Mas na verdade tanta coisa mudou e nem sempre as pessoas da minha geração (porque somos novos e consideramos-nos jovens ainda!) se apercebem disto.
Na verdade os tempos que correm não são melhores nem piores. São diferentes. E eu só queria que soubesses isso. Talvez daqui por outros 25, 30 anos possas ler estas palavras e fazer a tua propria comparação... vais ver que será surpreendente...

Post por tudo e por nada!


Ontem cheguei a casa da avó Benilde para te ir buscar e encontrei-te de cabelo apanhado com ganchinhos e achei-te linda... este post de hoje pode parecer piroso mas... não resisti!
Ai, férias... falta pouco mais de uma semana... falta o rabiosque... hihihi!!!

Dó-Dó...

A propósito, tia Ana, do amor louco dos pimos... vejam lá se descobrem o dó-dó da Pipoca...

Eles abraçaram-se, eles desencalitraram-se, eles cairam, a Pipoca fez dó-dó no lábio e o pimo fez dó-dó no sobrolho!!! Hihihi!!!

Paia e Pimo!



Ora, nem mais... aqui é que tu estás bem... praia dos caneiros, ao final da tarde, areia com fartura, balde e água. No fim ficámos com um satisfeito e delicioso croquete, ansioso por repetir!!!
Mãi, paia!
Estes cinco dias nas Sesmarias foram um simpático prelúdio das férias que se avizinham... Ai, já só faltam 15 dias!!! (mas, como diz a avó Celeste e bem, o rabo é sempre o mais difícil de esfolar... snif...)
Brincáste de manhã á noite e mais uma vez o jardim foi uma perdição para ti. Os vasos das plantas, desta vez, já tiveram mais descanso mas as molas da roupa e os brinquedos passaram mais tempo dentro da piscina do que fora dela, hihihi! Não andas, corres para todo o lado, a toda a hora. E falas, falas pelos cotovelos e já dizes tanta coisa que até nem merece a pena enumerar. No espaço de 2 semanas evoluíste imenso neste aspecto... impressionante a velocidade a que cresces (bem, entenda-se: desenvolves; crescer para cima e para os lados 'tá mais complicado... mas não faz mal, né? Por falar nisso, estamos há mais de 1 semana sem papas e a comer mais á base de sopa, batata, peixe e frutas e, é incrível, de aspecto geral já estás melhor outra vez - as bochechas até parece que incham! Mas não foi intencional esta redução no gluten: os jantares estavam a complicar-se por causa da papa e depois já não ligas a bolachas e ao pão; olha, não sei como vai ser... mas temos de regressar ás papas, pelo menos uma vez ao dia... Oh, mas o apetite até melhorou, tem sido cada pratada de sopa! Enfim...).
Bem, mas andáste nas núvens estes últimos dias (e eu babada atrás de ti!): os avós, a tia Ana o tio Marco e... o Pimo!!! Ai o Pimo!!! Sempre a chamar por ele, sempre atrás dele... Ai, meu rico sobrinho, quando começares a andar estás feito, com a tua prima sempre atrás de ti! Que melguinha!
Hoje tenho muitas saudades tuas, meu tesouro...

Parabéns pelos 22 Mesinhos...

Em vésperas de uma ponte muuuuito grande, tu, meu tesouro, fazes hoje 22 meses... Caminhamos a passos largos para o teu 2º aniversário...(MEU DEUS COMO O TEMPO VOA, NEM ACREDITO!).
E estás, a cada dia que passa, mais conversadora, mais perspicaz, mais divertida (será possível ainda mais?), mais dona e senhora do teu nariz, mais meiga, mais... criança!
Que bom que vai ser ter a tua companhia nestes merecidos dias de descanso, lá em baixo, nas Sesmarias!!! Fica a promessa de fotos, no regresso!
(Nos entretantos, tenho aqui muito trabalho, muito stress e muitos problemas para dar resolução... mas não faz mal, é da maneira que os próximos dias vão saber que nem ginjas!!!)


Enfim... acompanhada!



Ontem foi dia de consulta com o Dr. Paulo. Confesso que marquei a consulta por sentir que não me restava alternativa, e que não esperava nada de especial da conversa. Imaginei que voltasse a redundar num "É DELA... Não creio que possamos pensar em DC. Não há análises, nem sintomas que o justifiquem...»...
Ás vezes a vida prova-nos que a vida sem espectativas corre infinitamente melhor... pena que eu seja daquelas pessoas que só com as desilusões as consegue destruir, de outra maneira, não sei viver sem esperar, esperar seja o que for. No fundo acho que ninguém consegue...
Bem, preciso que saibas que já não estou sozinha nesta cruzada. O Dr. Paulo esteve a ver as análises e (como eu já sabia) estava tudo muitissimo bem. Em relação á Hormona do Crescimento, o mistério deslindou-se logo ali: os valores de referência propostos pelo laboratório para o sexo feminino eram injustificadamente diferentes dos propostos para o sexo masculino: ora, se nesta fase não há assim uma diferença tão grande entre meninos e meninas, não é de supor que se esperem valores assim tão baixos desta hormona para as meninas, logo os teus valores estão normais. Faz todo o sentido, até porque, no teu caso particular, não faria sentido um valor aumentado, claro.
Depois apressou-se a dizer que mantém a impressão inicial, que o teu baixo peso é estrutural. Mas antes que desse por concluído o assunto, apressei-me a fazer o relatório das alterações que a reintrodução do gluten trouxeram. Ele ouviu, anotou. E ergueu a cabeça para se mostrar simpático para com as evidências relatadas e justificar a razão de não passar ainda ao passo seguinte: a biopsia. Enquanto ele explicava que era muito cedo ainda, e blá blá blá... eu não queria acreditar que já não estava sozinha nisto! Muito bem, Setembro parece-me uma boa altura para voltar a reavaliar a situação. Na verdade, os sintomas que descrevi são insuficientes nesta altura. No entanto ele concordou que a não progressão de peso é o sintoma mais óbvio e aquele pelo qual temos de voltar a aguardar.
Contudo, permanece um mistério a razão pela qual ele prefere referir-se ás tuas analises como um falso-positivo, porque o que aparece negativo, na opinião dele, deveria aparecer positivo: caramba, mas então, ainda assim, é um positivo. Ele não sabe que aquilo que aparece negativo é possível ser um falso-negativo dada a tua idade? Deveria saber. Mas não perguntei. Não me interessou discutir problemas de medicina com ele. Vou guardando os meus trunfos á medida que as coisas vão evoluindo e até agora tem corrido bem: esperei que tivesse já algum tempo de reintrodução do gluten e assim já pude falar dos sintomas. Consegui a atenção para o assunto. Era o que me interessava, para já.
Ainda bem que ele se mostrou receptivo á isto. Estamos a passar uma fase estranha. Não tens apetite, as papas, então, é um tormento, comes pouco ou nada entre as refeições principais e já começam a haver choradeiras para não comer... ai... uma fase, um sintoma? Não sei. É como já te disse: não acredito quase nada em coincidências. Mas de nada adianta ficar nisto. A questão é só mesmo a dúvida me deixar hesitante: se for apenas a D. Birra o remédio seria santo - ficarias sem comer a cada refeição que recusasses. Em 3 tempos a mania passava, porque a fome é negra. Agora se o problema é relacionado com algum mal-estar que associas á comida... hum... Ok, filhota, a mamã tem de pôr a intuição a funcionar, né? Temos um longo caminho a percorrer até setembro.
Bem, mas de longe, estamos mais perto. E tenho de pensar que se as coisas chegarem ao limite do aceitável, o gluten sai da tua alimentação. Com biopsia ou sem ela. Ponto final.

Quase, quase, quase...

Atenção: esta foto não ilustra o fim-de-semana, caso contrário, ninguém estaria (menos ainda eu!) com tanta roupa no pêlo... Na verdade, estiveram para cima de 30º de temperatura máxima e eu já só penso em férias, em roupa fresca e chinelos de praia, em caracoladas com cheiro a maresia e protector solar, sardinhas assadas e dias compridos, ver-te de vestidinhos de alças e chinelinhos de enfiar no dedo, brincadeiras e construções na areia, banhos de mar, paz e sossego...!
Entretanto, vamos-nos contentando com umas esplanadas á beira mar em sábados á tarde, com a avó Nide e a tia Guida, deitar tarde, nesse dia, para não perder pitada da visita da tia Iolanda e do tio Marinho, comer gelado e passear os chinelitos e os calçanitos pela casa... hihihihi!
Nesta última semana, perdi a conta ás tuas palavras novas! As pequenas frases, volta e meia, também já se vão construindo e repetes tudo! Falas, falas, falas, falas... e fazes caretas e gestos e não percebemos quase nada mas passamos o tempo a rir da tua algarviada (umas vezes parece francês, outras ucraniano, outras aramaico... enfim...!)...!!! Passas a vida a falar de um cão... será que tens um amigo imaginário? É cão pr'aqui é cão pr'ali ... mas ninguém sabe de que cão falas! Nem o que se passa com o dito cão...
Bem... FELIZ DIA DA CRIANÇA, bébécas linda do meu coração!!! (Ontem disse-te: A Filipa é uma menina! e tu apressáste-te a concluir: mênina e bébé! Toma embrulha! Posso parecer cada vez mais crescida mas... ainda sou o teu bébé, ouviste???)




Ora... mais um!

Voltei ao nosso cantinho para acrescentar que temos consulta marcada com o Dr. Paulo no dia 2, próxima terça-feira...
Voltei para desafar o seguinte:
Ontem deitei-me com a esperança renovada de que a minha intuição esteja errada... que as nossas análises pudessem mesmo significar alguma coisa. Acordei com vontade de esquecer este assunto. Esperam-me meses de incerteza. Nem sei quantos. Não há vomitos, não há diarreias, não há barrigas demasiado distendidas, não há análises escandalosamente reveladoras. Não há mais do que a ideia que me persegue desde que começámos as papas com gluten... primeiro que não gostavas, depois que te deixavam mal-disposta, que interferiam com o teu sono, depois que não te engordavam como era suposto esperar que fizessem... como aliás engordam tantas crianças a quem os pediatras as proibem numa tentativa de reduzir os riscos de obesidade.
Depois vem a lógica que o conhecimento da doença revela, que me faz todo o sentido, depois vem o medo de não a diagnosticar e outras doenças surgirem mais tarde, depois vieram seis meses de aumento de peso dentro da normalidade, depois vêm mais semanas de reintrodução do gluten que apenas revelam pequenos detalhes: olheiras, rabinho assado, alguma agitação que nem se manifesta sempre, o cabelo com menos vida, os jantares de papa que trazem sempre gazes e, parece-me, desconforto. Depois venho eu propria e as minhas angustias que se traduzem mais numa ETERNA E IMENSA DESCONFIANÇA da classe médica do que na situação em si. Depois vem a ideia que tenho (e que sei que outros têm) de mim mesma: a minha ETERNA E IMENSA TEIMOSIA.
Depois vem a vontade que tenho de me deitar com a esperança e a leveza de ontem. De acordar assim. Mas não voltar, como voltei, aos dilemas de sempre. E ligar para marcar a consulta com o Dr. Paulo. Só para sentir que não estou somente parada em frente a um computador e papeis durante todo o dia, que não fico somente alheada a tudo isto, encandeada pela tua alegria e beleza quando chego a casa.
Marcar a consulta era a etapa seguinte. Mas não havia necessidade de ser já hoje. Não havia senão a minha incapacidade de relaxar... E, egoísta ou não, queria não ter de a sentir.

Já cá faltava...

Ontem fui levantar os resultados das análises. A pesquisa de anticorpos veio negativa, tanto para mim como para o teu paizola.
Sinceramente não fiquei aliviada ou satisfeita, mesmo que até fosse suposto. Torci muito para que o teu paizola não tivesse DC. Os homens lidam mal com doenças e além do mais sei que lhe causaria mais transtorno ver-se obrigado a eliminar o gluten da dieta do que a mim. Ele provavelmente acha que eu nunca seria capaz de abdicar de comer um bom pão de mafra ou alentejano... mas, na verdade, sou. Custar-lhe-ía mais a ele abdicar da cervejinha fresquinha, com os amigos, por exemplo...
Não interessa. Interessava-me ajudar no teu diagnostico, que tem sido tão difícil. É tudo.
Paciência. Havemos de lá chegar.
E que ninguém se atreva a dizer que, por isto, tu também não deves ter DC... quem me dera que as coisas fossem assim certinhas...
De resto não há novidades, excepto talvez que os dias têm estado quentes e bonitos e estou cada vez mais perto de estar de férias!