
Estou em falta, Pipoca. Bem sei.
Não há post sobre o Natal. Não há post sobre o Novo Ano. Não há fotos.
Mas vai haver.
O final de 2009, e de certa forma o princípio deste 2010, trouxeram alguma agitação inesperada á minha (nossa) vida. O paizola foi operado ao joelhito. Eu tenho sobrado em casa para fazer tudo. As mãos não parecem suficientes e a cabeça então parece que, de vez em quando, vai dar ares de sua graça noutro corpinho (por certo mais novo e jeitoso que o meu!), tal a sensação de abandono com que fico. Na terça-feira, como se não bastasse, lá tive direito a nova visitinha ao hospital...
Espero que pela altura em que saibas ler estas palavras eu já possa ter descoberto o que me acontece, de tempos a tempos, que me faz agoniar de dores abdominais intensas (quase insuportáveis, diria) durante horas. Preciso de saber porque é que desde os meus 16 anos, volta e meia (com intervalos de anos!), acordo para experimentar estas dores inexplicáveis, que aparecem tão sem aviso e desaparecem sem deixar rasto, muitas dezenas de intermináveis minutos depois... sem que nenhum médico fique a saber mais do que: parametros de inflamação (leucocitose) no sangue, presença de líquido na zona abdominal (?) e uma palidez que, subitamente, parece transformar-me numa figura surreal do Madame Tussouds!!! Se não fosse que me contorço e gemo e choro e caminho frenéticamente pelos corredores em busca de alívio, julgo que haveriam de me imaginar mortinha da silva, a ocupar indevidamente um lugar nas Urgências!!!
...e a panóplia habitual de análises ao sangue, ao xixi, raio-x, ecos e.... NADA.
Desta vez, e porque a tia Guida mobilizou Deus ao serviço do hospital e provou mais uma vez como infelizmente se consegue alguma coisa da Saúde Pública em Portugal (que já aqui mereceu, querida filha, muitos comentários desagradáveis da minha parte!) vou continuar a ser seguida por algumas especialidades, a ver se alguma alminha caridosa, algum Dr. House á boa moda portuguesa, algum meio auxiliar de diagnóstico xpto descobre a razão de, sem mais quê nem porquê, de tempos a tempos, aqui a mãezola ser arrancada de forma violenta à sua vidinha de todos os dias e atirada para os corredores frios de um hospital.
... a última crise tinha acontecido umas semaninhas antes de ficar grávida de ti. Meses antes disso, uma outra crise, obrigou-me a ficar uma semana de molho no hospital. Contudo, não havia preocupação nenhuma a somar ao natural receio da doença e á dor extenuante, que teimosamente desaparece por si sem que analgésico algum lhe consiga dar a volta.
Terça-feira tinha mais um receptor de dor (ai gosto tanto de usar terminologia médica...): o coração. Pequenino, apertadinho, ansioso por temer ficar longe de ti por apenas mais do que umas horas... Felizmente, quase nem deste por conta de nada. Espero que nunca dês.
As melhoras para ti!
ResponderEliminare já agora para o maridao!
Bjoquinhas
Que final e início de ano atribulado!!!
ResponderEliminarbjs
2010 virá a bem, seguramente!
ResponderEliminarQuiçá com um mano para a Pipoca? Gostavas, Pipoca??
Bjs