Descalçando a bota do Natal e calçando a peúga dos presentes...


E como é que uma família que se situa algures entre a definição de ateia e a de agnóstica enquadra a celebração do Natal...?

Pois bem, acho que descobri como.
A História tem provado que andou de facto pelo mundo um senhor chamado Jesus. A Igreja Católica e o Ocidente situaram na data de 25 de Dezembro o seu nascimento. No dia em que Jesus nasceu, uma D. Maria e um Sr. José (curioso chamarem-se assim e serem judeus... não creio que sejam comuns estes nomes por terras de Nazaré!) experimentaram por certo uma enorme felicidade... para mais 1º filho, muito desejado, um rapagão forte e sossegadinho. Religiões e crenças á parte, é imposível não acreditar que foram imensamente felizes nessa data, sou mãe e sei como me fez feliz o teu nascimento!
Daí que é simples: no dia 25 de Dezembro todos somos um bocadinho Jesus (porque somos filhos) e/ou Marias ou Josés e/ou Reis Magos (os amigos que surgem para celebrar conosco a importância da data!). Na essência, o Natal é uma celebração da família, da amizade e dos laços que unem as pessoas...
Ainda bem que me surgiu esta ideia: aproveita-se o Jesus e os presépios e acrescentam-se os populares Pais Natais e tudo ao barulho para dar sentido á época. Se assim não fosse, que valores restariam para transmitir sobre o Natal? Ora se não somos catolicos (ou de qualquer outra confissão religiosa), restaria a ideia de uma comemoração hipócrita e fútil, resumida à insignificância dos presentes numa expressão consumista de valores e signos desprovidos de significado. Inaceitável para quem, como eu, não aceita comemorar datas sem importância, apenas porque a sociedade de consumo as alimenta. Inaceitável para quem, como eu, se recusa a perder para a memória as imagens da infância (as figuras do presépio, o encanto da arvore de natal, a magia dos cânticos, o mistério dos presentes que escondem um desejo atendido...).
Assim sendo, e para o caso de te questionares sobre o que é o Natal para quem não vai á missa, aqui fica a ideia de que o dia 25 de Dezembro é a data que escolhemos para homenagear e presentear a nossa família e amigos. Tão pura e simplesmente isso. Porque a 25 de Dezembro (e só porque tinhamos mesmo de lhe dar uma data) nasceu um Jesus especial que fez muito especial o dia do seu nascimento para os seus pais e tios e primos e avós e amigos...e é isso é que é o Natal!
definição:
adj m+f natal (natais [nɐ'tajʃ] pl) [nɐ'tal] relativo ao local de nascimento
natal/-ale
a cidade natal
Descalcei bem a bota, menino Jesus?

29 (de Novembro) + 2 (anos teus) = 31 anos feitos!



No aniversário da mãezola as palavras foram as estrelas a dourar o dia, que até se pôs bonito depois da chuva que (como habitualmente) emoldura a ocasião...
Quando te fui buscar á cama, logo cedo, a primeira frase foi:
Mãii, canta o Paabéns! (que é como quem me dá os parabéns porque adormeceu e acordou a pensar nisso...)
E mãiii, um abaxinho! (abracinho) é um pedido a que nunca posso recusar e que me encanta...
E dois anos e uma energia inesgotável e uma tagarelice sem fim, e esta carinha laroca em pose de senhora feita. O meu bébé Xiipa (Filipa) é já pouco ou nada disso (excepção feita e que nos baralha para as chuchas, os biberons de leite e as fraldas) e assim me vou dando conta que os meus aniversários já pesam... que caminho cada vez menos na direcção da juventude e que não tarda a vida passou por mim.
Já não gosto tanto de fazer anos (mesmo sendo obrigada a aceitar o cliché do é bom sinal ir fazendo anos! que tanto me tira do sério... ora fazer anos por comparação com não os fazer de todo... óbvia escolha, não mais reconfortante por isso...). Ainda vais passar pela fase da adolescência em que um simples ano a mais faz a diferença... é bom ser mais velho, é bom fazer 16 e depois 18 e 20... para depois reflectires a vida aos 30 anos e a seguir começares a recear mais do que isso.
A idade é uma mera referência cultural, é certo. E não posso deixar de notar que é culturalmente que lhe sinto o peso. Mas e a culpa será dos aniversários? Ou da vida que escolhi e do rumo que lhe dei? Ou das escolhas que fiz ou das que deixei de fazer? Ou do fulano que inventou as horas e depois os calendários que as comprimem e lhes dão forma? Ou...
... ou tua, sua marota, que com tanta sabideza sabe olhar a mãezola de alto a baixo neste dia importante (depois de aperaltada) e dizer: ai, a mãiii tá tão gia! (gira) e tão depressa a fazer sentir velha (por já estares tão crescida) como estupidamente nova e bonita (pelo elogio espontâneo), com aquele tipo de beleza que só se tem na juventude!

No dia que se comemoram 50 anos da Carta Universal dos Direitos das Crianças



FAÇO PARTE DESTE PROJECTO E TENHO
COMO MISSÃO PROMOVER A RECOLHA DE
BRINQUEDOS PARA O HOSPITAL D.
ESTEFÂNEA EM LISBOA.
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FIQUEM A SABER COMO AJUDAR MUITAS
PEDIATRIAS HOSPITALARES A FAZER
CRIANÇAS SORRIR!

E então, já há novidades?

Pois... já há muitos meses não se ouvia aqui falar do teu peso, das tuas consultas, de glúten, sintomas... é verdade.
Ontem voltámos ao gastroenterologista para mostrar as análise e o Raio-X.
O Dr. Paulo concordou que não há razões, neste momento, visto que mesmo com a reintrodução do gluten, o peso continua a evoluir, para fazermos agora a biopsia. Logo, voltamos a reavaliar daqui a 6 meses.
Não me perguntes se estou mais descansada, porque naturalmente que não. Ainda assim, saber que a balança vai acusando sempre mais umas boas gramas é bastante tranquilizador. E sendo que, de momento, nada mais há a fazer e que eu não estou ainda preparada para te impor uma dieta sem mais certezas, é assim que vamos ficar. O que achas?
De resto, na consulta, foram amplamente notadas duas coisas: uma, que falas pelos cotovelos; duas, que as favolas já acusam muita convivência com a chucha... Pois. Em tua defesa aleguei que os teus dentes sempre nasceram sem rei nem roque, não será responsabilidade única da nana... e quanto a falar pelos cotovelos... é bom sinal, pois claro!
Assim sendo, estamos conversadas, podes tirar esse ar tão inquisidor!

Mimar a Mãe com Palavras...é tão fácil!


Meu doce... Como explicar a sensação que me invade a alma de uma ponta á outra quando te ouço dizer (como ontem):
«Bou ber a fuga da julieta (oh, alguém adivinha qual Julieta? Shakespear, não é de certeza!) com a minha mamã!!!»

A minha mamã... o meu papá... este meu que é teu, que é como se fosse inequívoco que somos nossos (uns dos outros)... confuso? Por certo entendes onde quero chegar, não é?
(e assim se confirma que as palavras são armas poderosas; posso concordar que estão sobrevalorizadas... mas... continuamos a preferi-las para evidenciar sentimentos, projectar emoções. Sim, gosto de te ouvir falar de nós!)

Quem canta... meus males espanta!

video

(introdução: o leão 'tá a dormir... mas que raio o leão tem a ver com a história?)

São os 3 Moscãoteiros a lutaaar!

Dartacão, Dartacão

São os 3 bandidos (???) a lutaaaar!

Dartacão, dartacão

São os 3 Moscãoteiros,

Já não há em vão (???)

E o amor da Julieta...

Não sei se reparáste mas... quando não sabes inventas! Em vão??? É rival algum! 3 bandidos??? Quem os Moscãoteiros??? É de morrer a rir! Parece um episódio do Ídolos!!!

Peço desculpa pelos torcicolos causados mas... a mãezola é maçarica e não conseguiu colocar o video direito... e desconfia que o paizola é ainda mais maçarico e filmou ao contrário! Hihihi!!! Também... desde que me estragáste a maquina fotográfica, sua marota, os videos e as fotos agora são todas tiradas com telemóvel... só de pensar na minha rica maquina... com a objectiva toda enquirquilhada.... snif!

Dra. Xuxinha Pipoca - Pediatra de Serviço

As vantagens de se ter uma tia enfermeira é mesmo poder brincar com estetoscópios e seringas de verdade...!
O Gé Pequenino é o doentinho de serviço e a boa disposição reina no consultório, como se pode ver nesta foto um nadinha desfocada mas tão divertida!
Agora diga-me uma coisa, senhora doutora... não está de acordo que a utilização até muito tarde da chucha pode implicar problemas futuros na dentição??? Os médicos deviam dar o exemplo... ai, ai, ai...

Chocolate de Chuva



Bou comer um chocolate de chuba, posso?
Continua a ser o teu alimento preferido: simples, em bolacha, em forma de guarda-chuva, preto ou de leite, em gelado, em sobremesa ou em bolo de pastelaria... ao almoço e ao jantar, ao lanche ou quando nem sequer tens fome!
Se pudesses, comias chocolate o dia inteiro!
(e bem... convém escarecer que comias mas... não comes! Apesar de tudo, apenas abusas de uma ou outra bolachita com chocolate, de resto... é manter o encanto do guarda-chuva depois da ida ás compras semanal, por exemplo... Tudo o que é demais enjoa, Sra. Dona Pipoca!)