Um Anjo na Festa de Natal!


A tua primeira festa de Natal na escolinha correu muito bem! Fizéste de anjinho branco num teatrinho mimado peparado pelo Pré-escolar e pode dizer-se que te saíste bem... não tivéste receio de entrar na sala cheia de gente, pais e familiares de muitos meninos da Pré e 1º Ciclo do Colégio, e procurar o teu lugar no presépio, sempre de mão dada com a amiga Leonor, pois claro!
Comenta-se pelos bastidores, que a Leonor, já durante a apresentação, comentou indignada que o teu vestido estava rasgado (pelos tropeções que deste no caminho! Oh, Pipoca, era tão comprido o teu vestido!!!) e que tu, mesmo assim, mantiveste a pose de anjinho barroco, sem nunca sair do figurino (um artista não se atrapalha com os imprevistos ;-) !)...!
A tia Guida, a avó Celeste, o paizola e o avô Zé estiveram presentes e babados, como seria de esperar!

A minha amiga!


A Pipoca tem uma amiga chamada Leonor, a quem se refere carinhosamente de A Minha Amiga.

Como em todas as amizades verdadeiras, existem momentos altos e momentos baixos, daqueles cheios de baixeza, com as amigas a empurrarem-se, a arranharem-se, a atirarem objectos uma à outra. Mas os momentos altos são tantos e tão compensadores que em três tempos estão aos abraços e a partilhar brincadeiras e traquinices... para o bem e para o mal, uma diz mata e a outra diz esfola e ai de quem se meter a roubar os brinquedos ou o triciclo uma da outra!

Ai... a minha pequena Pipoca já tem uma Amiga!



Procura-se... livro ou juízo!



MÃE, gostas de xenhores pêtos?
E um buraco para me enfiar, em plena estação de metro, contigo no colo e o teu dedinho em riste a apontar:
Olh'ali uma xenhora pêta!
E eu, envergonhada até às orelhas, que no meio do frio até senti as mãos e os pés a arder, e mais não soube que dizer:
E olh'aqui uma menina tola... Pode ser que alguma senhora repare e aponte para ti também!
Eu sei que percebes que há um proibido na observação, que não há maldade, que não há mais do que um desafio implícito à minha autoridade e a constatação de uma intrigante fragilidade minha... Mas continuo à espera de um livro que explique o que tão bem sei explicar mas não consigo, no calor do momento, e de um buraco onde me enfiar de cada vez que o teu dedo se levanta no ar!

A Pipoca vai ao Circo!


Ontem fomos ao Circo!
Eu não gosto particularmente de circo, confesso. Desde míuda: nunca gostei da figura do palhaço, sempre tive pena dos animais, nunca gostei do colorido exagerado do circo, das roupas extravagantes (pirosas???) e daquele "ambiente" sinistro de feira... Lembro-me de, inclusivé depois de nasceres, já ter assegurado que um dia irias com o paizola ao circo mas que eu ficaria em casa! Bah! Odeio Circo! MAS... o que nunca ninguém me disse foi que não saberia resistir a um pedido teu, quando a circunstância se impusesse!: Não! Tu também vais!
E vai daí que... o paizola tinha conseguido 3 bilhetes e eis que nos metemos ao caminho do Circo Vitor Hugo Cardinali!
Não demonstráste grandes receios, portáste-te muitíssimo bem, sempre sossegada durante todo o espectáculo (1h30!!!) e gostáste particularmente do gico, dos Palhaços e do balão que o pai te comprou no final!
Não ligáste quase nada aos trapezistas (eu gostei muito do nome da trapezista: Catarina Sabrina! Ehehehe!), malabaristas e acrobatas e os animais foram observados com desconfiança: os leões eram fofinhos mas pareciam ferozes e os camelos e os cavalos pareciam tontos, a andar em circulos!
Hoje na escola, a Teresa diz que já estás farta de falar do circo e dos palhaços!
Eu acabei por gostar de Circo... porque desta vez gostei com o Coração. Gostei com a tua expressão divertida, com as tuas risadas a acompanhar as piadas dos palhaços (foi giro quando um deles chamou camarão ao Senhor Apresentador do espectáculo e te vejo a rir e a repetir: ...camarão, olha olha...!. Gostei com o teu olhar cúmplice a temer os leões e o teu ar espantado quando a Partenaire do Mágico desapareceu do saco vermelho e apareceu lá o Mágico no lugar dela!!!
Sabes? Gostei com o entusiasmo de te levarmos a um lugar novo pela primeira vez... e gostar assim é tão importante como gostar, só porque se gosta!

Os primeiros exercícios argumentativos...


Numa viagem de carro, insistias com a tia Guida para que ela acendesse a luz do habitáculo.
Tia Guida, acende a luz...!
Não, senão o Sr. Polícia pode multar!
Mas tia... o Sr. Policia não está aqui!
E as primeiras constrangedoras tentativas de perceber o mundo:
Numa viagem de Metro:
Mãe, porque é que as pessoas nos dão o lugar?
Em casa:
Os pais trabalham e as mães fazem o jantar!
A ver anúncios televisivos:
Os brinquedos dos meninos (rapazes) são maus!
A propósito do meu jantar mensal com amigas:
Mãe... eu sou tua amiga?
Sim filha, claro que sim!
Então... porque é que também não vou jantar com as amigas?
E a estranheza que causa a diferença, a propósito de uma senhora trajada com vestes típicamente africanas:
Mãe, aquela senhora vai para o carnaval?
E a melhor estratégia para não ferir susceptibilidades (e porque já percebeste que uns são de um clube e outros são de outro, ninguém se entende):
Filipa, és de que clube?
Eu sou do Portugal!
És deliciosa, é o que é!

Tiny Tiger!

Jardim na Escola!
Hoje foi dia de passeio, nas comemorações do aniversário do colégio: almoço e aula de Taekwondo na praia!
Já lá vai mais de um mês de escolinha... a tua integração foi mesmo pacífica. Brincas muito, comes bem e dormes melhor ainda. Vês-me em passagens breves mas nunca exigiste ficar comigo, nota-se que gostas de fazer a tua vida... hihihi!
És muito querida por todos, uma espécie de mascote cá do sítio. Mas ultimamente, o à vontade é tanto que têm sobressaído algumas características tuas menos simpáticas: gostas de levantar a mãozinha e és muito autoritária. Por vezes penso que és uma cópia da minha pessoa... segundo os meus pais eu também sempre fui muito mandona com os colegas, as amigas e amiguinhos da praceta onde brincava.
Já tens uma melhor amiga, Leonor, companheira de aventuras e desventuras e muitos disparates. Duas piolhitas pequenas, meios-metros de gente, que andam sempre de um lado para o outro, unha com carne, a planear o proximo disparate e brincadeira! É uma delicia ver-vos juntas!
Há 3 semanas começáste aulas de Taekwondo... és uma Tiny Tiger! (http://www.tkdtanger.com/Tiny-Tigers.php ). Desde a apresentação da actividade no 1º dia de aulas que eu e o teu paizola decidimos logo que te inscreveríamos. A ideia é giríssima (e deve ser divertidíssima também, a avaliar pelas gargalhadas que se escutam atrás da porta!): ensinar valores através da actividade física e do treino de competências psico-motoras. Para já não interessam técnicas de defesa ou ataque mas brincar e aprender coisas como Respeito e Disciplina! Porque...«Guespeito é: fazer aquilo que os pais nos pedem, eia!» (...e os R's Pipoca, quando é que aprendes a dizer os R's?).
Pela minha parte não foram semanas fáceis... andar contigo de um lado para o outro, reorganizar os horários, despachar-me de manhã. O pequeno almoço foi uma luta, nos primeiros dias... só querias o leite e fazia-me confusão não comeres mais nada. Comprei isto, comprei aquilo, experimentámos A, B e C, mais o D, mas não querias comer nada. Choradeiras, gritarias e um vómito em plena viagem de Metro e eu desisti. Não te forço mais comida: bebes leite e um puré de fruta já aqui no colégio. Quando te apetece dás uma trinca numa torrada ou comes uma bolacha. Mais... não consigo que comas e deixei-me de começar o dia com os nervos em franja.
O pior disto tudo foi que o apetite em geral também andou pelas ruas da amargura. Birras para jantar, recusas constantes à comida oferecida, mesmo entre as refeições. 300gr desapareceram nas duas primeiras semanas de escola. Eu, pela minha parte, perdi seguramente mais que isso de tão preocupada e enervada que andava com o assunto. Na consulta com o Dr. Libério (de rotina) falei-lhe na tua falta de apetite e ele receitou Viternum, um estimulante de apetite que já estás a tomar e já está a fazer efeito. Recuperáste já o peso e eu estou bem mais tranquila, pelo menos para já.
Não adianta, mãe que não se preocupe com o peso e a alimentação dos filhos quando há razões para isso, que me desculpe, mas não é mãe. E aqui a tua mãezola é uma chata com a comida, guerreamos muito as duas com isto, filhota! Se soubesses como gostaria de relaxar mas... não consigo sempre.
Tem faltado notícias no blog mas tenho tido muito trabalho e das vezes que senti vontade de escrever, evitei, confesso. Não queria falar só deste assunto. Hoje aproveitei as saudades que tive de ti e de te saber por cá e resolvi pôr a escrita em dia ;) Tu, a esta hora deves estar bem caída de sono mas excitadíssima com a areia da praia, a brincadeira e a aula de Taekwondo!




Tic Tac...


Dia 3 do resto da tua nova vida e eu ainda nem assimilei tanta novidade...
Por alguma coisa, dizem os entendidos que todos nós temos uma dimensão social e uma dimensão individual. Conhecer o máximo de cada uma delas é conhecermos bem uma pessoa. Por tudo isto, embora sempre tivesse acreditado (mais com a intuição do que com a razão) que tudo iria correr bem, nunca adivinhei que corresse tão bem! Faltava conhecer-te fora do ambiente familiar, meu tesouro... suponho.
A Filipa na escola é amável, doce e meiga, sorridente, bem-disposta e sociável. Obedece e aceita as regras e as rotinas com facilidade. É perspicaz e cautelosa. É observadora e curiosa. É ao mesmo tempo muito independente e autónoma, mesmo para brincar... tão depressa brinca sozinha como se faz acompanhar. E mesmo sozinha... fala pelos cotovelos, sei-o de fonte segura!!! Eheheh!!!
Eu acredito que partiste em vantagem em relação à maioria dos outros meninos que vão para o infantário pela 1ª vez nesta idade... mas se à primeira vista esta vantagem parece derivar do facto de eu lá estar, não é. Deriva antes de eu ter lá estado e trabalhado todo este tempo que antecedeu a tua entrada!
Porque 9 longos meses de gestação foram passados, numa grande parte, naqueles corredores e salas, a ouvir crianças falar, rir, gritar. Porque desde os teus 5 meses de idade me ouves falar de um colégio e o visitas de vez em quando. Porque, mesmo sem planear, te preparámos sempre para ir para lá. Porque é o colégio da mãe (oh quem dera!) e que ainda por cima agora é nosso! Se alguma vez o colégio se estranhou... entranhou-se logo e isso facilitou!
Não te retiro nenhum mérito, contudo. Grande parte das características que facilitam a tua integração são tuas, são próprias, estiveram sempre lá, filhota.
Este é o relatório do 1º dia. O 2º dia levou um asterisco na hora do almoço... foi a tua primeira (e até ao momento) grande birra. Não quiseste pegar nos talheres... Mas passou e acabáste a comer tudinho sem problemas. Acho mesmo que o dia de ontem esteve assombrado pelo sono... ontem já foste para a cama uma hora mais cedo e o dia correu novamente muito bem.
Hoje, à noite, cantarolavas :
Tic, Tac
Tic, Tac
O relógio a andar!
(risadinha) O relógio tem pernas???
E hoje fiquei aparvalhada com o quanto que comeste sozinha ao jantar... praticamente não tive de te dar nada à boca... ai... será que os efeitos do infantário se vêem assim tão depressa? Hum... pelo sim, pelo não, posso desconfiar? Eheheh!
É mais ou menos como o relógio que anda mas que não tem pernas para andar... A Escola tem andas que fazem os meninos crescer? Não tem... mas que faz, pelos vistos faz! ;)

A Pipoca vai à Escola!


Adormecemos ambas a pensar no mesmo: hoje seria o teu primeiro dia de escolinha.
Estes últimos dias (semanas) a ansiedade tem sido mais que muita. Sempre a dizer que querias ir para a escola, a perguntar quando seria, muito empolgada, sempre a fazer perguntas sobre tudo.
A vantagem de se trabalhar no colégio onde se quer matricular os filhos é, sobretudo, conhecer profundamente as rotinas e poder explicar tudo. Sabias do almoço, da sesta (fomos comprar contigo o saco-cama), do lanche, dos brinquedos e de tudo aquilo com que poderias contar. Já conhecias a Teresa (Educadora) e a Anabela (Auxiliar de Sala) daquela ida á praia nas férias de verão.
De manhã acordáste bem disposta, colaboráste em todas as tarefas, estavas visivelmente contente por estar no carro a caminho de Lisboa, conosco. O Paizola veio conosco conhecer a tua salinha. De início estavas relutante em sair do colo mas logo que os brinquedos começaram a despertar a tua curiosidade foste para o chão... e só houve lugar a beijo ao paizola: num ápice estavas rodeadas de meninos a brincar (e a observar... és muito observadora, sempre foste. Nada como estudar bem o ambiente antes de intervir!). E nesse momento, uma nostalgia avassaladora, um nervoso miudinho, um medo quase inexplicável invadiu os meus olhos com umas lagriminhas marotas... Saí da sala e virei costas. Eu estava ali a mais... curioso. Desde quando é possível uma mãe estar a mais? Mas senti que a minha presença ali não fazia sentido e fui para a sala de recepção aos pais (estranho também estar presente nessa reunião como mãe... no meu local de trabalho!)
Já sei que não houve nem uma birra, já almoçáste e comeste bem (menos a fruta! eu já sabia que a malandra da fruta não entrava!) e eu estou muito orgulhosa, porque toda a gente comenta que tu tens sido 5 estrelas!!!
Fica a transcrição do poema que foi entregue aos pais para ilustrar o nosso Projecto Educativo deste ano (cujo tema é o Mar) :
Histórias do Senhor Mar
Deixa Contar...
Era uma vez
O Senhor Mar
Com muita onda...
Com muita onda...
E depois?
E depois?
Ondinha vai...
Ondinha vem...
Ondinha vai...
Ondinha vem...
E depois...
A menina adormeceu
Nos braços de sua Mãe
Matilde Rosa Araújo
E é isso mesmo, as ondas do dia (vida?) vão e vêm... e eu e o paizola cá estaremos para te ouvir contar as histórias no final de cada um!
PARABÉNS MINHA DOCE E LINDA FILHOTA!

Faz hoje 3 anos entráste na minha vida para a mudar para sempre. E ainda bem! Não saberia viver sem ti, sem a tua alegria contagiante. Já te disse que és o meu bálsamo para os desmandos da vida? Umas gotinhas desse sorriso maravilhoso, um cheirinho desse ofuscante brilho nos olhos, umas passagens da tua voz doce e tagarela e todo o meu dia se transforma, permanentemente.

As palavras andam enferrujadas, por aqui. Ponho me a pensar e acho que nos posts dos anos anteriores já disse tudo. O que prova que o amor não cresce, nem os sentimentos que um filho desperta em nós. Sinto o mesmo amor por ti desde o primeiro dia em que te tive nos meus braços... apenas tenho mais para sentir saudade, quando não estás.

E acho que cada vez vais estando menos e é isso que significa crescer: deixar o conforto de uns braços para arriscar os caminhos da vida, né? Virá a escolinha e os amigos e as mil e uma coisas para aprender. Aos 3 anos o mundo ainda é meio desconhecido mas queremos, ansiosamente, conhecê-lo. Ainda bem!

Sinto mesmo este aniversário como um marco. Perdi um bébé e ganhei uma menina que quer ser cada vez mais autónoma (já vestes tudo sozinha, calças tudo sozinha, as fraldas já só aparecem á noite e os descuidos agora são mesmo cada vez mais raros, queres ajudar o pai e a mãe a fazer tudo, até a dobrar a tua roupa quiséste aprender!), que se mostra sempre cheia de personalidade, com os seus gostos e desgostos, que diz querer ser bailarina e brinca aos médicos, passa a vida a ir ás compras porque o Nenuco nunca tem nada para comer (ai... um bocadinho consumista, Pipoca?) e adora cantorias e pequenas encenações teatrais, pintar e ver o Dartacão em DVD da sua já extensa e invejável colecção de episódios!

Uma menina, quase uma senhora... falta só acertar o passo com a desarrumação dos brinquedos, as birras para comer em casa dos avós e alguma certa e determinada teimosia (quem sai aos seus... hihi!) mas... a seu tempo, né?


Ai... ele é a birra do sono, a birra da comida, a birra de embirrar!



Caminhamos a passos largos para o teu 3ª aniversário, querida filhota.
Já aqui o fiz mas vou resumir novamente e acrescentar aquela que acho que é a aquisição mais óbvia do terceiro ano de vida de uma criança:
1ª ano: aquisição e desenvolvimento da marcha;
2ª ano: aquisição e desenvolvimento da linguagem;
3º ano: aquisição e desenvolvimento (afirmação) da personalidade.
Quaisquer destas competências começam a desenvolver-se bastante cedo... são cumulativas ao longo dos 3 primeiros anos, que sei serem fundamentais. Mas julgo que no início de qualquer deles, se tornam óbvias e por isso dignas de registo.
Em ti, foram mesmo exactamente assim, não houveram desvios: não andaste antes dos 12 meses, não pronunciaste frases com mais de 2 palavras antes dos 24 meses e nunca foste tão ciosa das tuas vontades como agora, a escassos dias de completares os 36 meses!
Birras? Oh.... e eu que cheguei a sonhar que pudesses passar longe delas! Como ambicionei ter sido tão eficaz na construção da minha autoridade que pudesse continuar usando apenas de diplomcia para sanar as divergências e distrair-te da tentação de embirrar... Oh... como fui tola!Eheheh!
Minha querida Pipoca... nestas ultimas semanas reveláste finalmente que te tornáste definitiva e irreversivelmente criança. Não julgues que o reconheço com menos do que um profundo orgulho. Mas... com uma avassaladora sensação de caminhar no lodo do pantanal, com crocodilos ferozes, piranhas assassinas e plantas carnívoras imaginárias à espreita para me ditar um destino! Eheheh! Melodramática? Eu??? Claro que sim!
Ultimamente, a uma maioria de pedidos vem uma desobediência explícita, a uma maioria de ordens, um redondo NHÃO, a muitas rotinas antigamente estabelecidas um NHÃO QUEIO, ou pior um EU QUEIO... do mais exigente, teimoso e egoísta que há!
É que me vejo obrigada a reavaliar as estratégias, pela 1ª vez. E começo a sentir-me no limbo: será fundamental manter a minha posição e ser inflexível para evitar que a birra e a atitude desafiadora seja o prato do dia nos anos que nos esperam, ou sair airosamente do conflito, evitando-o ou desvalorizando-o, mas demonstrando com isso, a meu ver, alguma fragilidade que possa perpetuar os comportamentos no futuro?
E é aqui que sou obrigada a reflectir, muitas vezes debaixo de fogo cruzado e pressionada pelo cansaço, ou indisponibilidade ou presença de terceiros e quartos... e no calor do(s) momento(s), vario não raras vezes entre a exasperação (oh, algumas vezes e cada vez mais vezes acompanhada das famosas e controversas palmadas!) que só piora a situação ou algum laissez faire. Em qualquer dos casos, o resultado para mim é o mesmo: ansiedade, dúvidas, arrependimento. E o desejo de manter pelo maior espaço de tempo possível o tãaaao desejado cessar-fogo!
No entanto tenho chegado a algumas conclusões (algumas delas não deveriam ser novidade para mim, porque em teoria sempre as defendi!):
1. As palmadas são absolutamente desnecessarias, sobretudo ou porque não as sentes ou porque percebo que te incentivam também a alguma agressividade na resolução dos conflitos (do género: negamos-te alguma coisa e reages batendo ou beliscando; imitação?);
2. Por enquanto, parece funcionar melhor um silêncio profundo e um olhar chispando de desaprovação;
3. Armar-me de paciência e compreensão até aos dentes e agir com TODA a calma do mundo.
Não que eu não o fizesse antes (evitar palmadas, ter paciencia e calma, etc.) mas se antes o fazia com espontaneidade e naturalmente, agora preciso de as ir buscar ao fim do mundo.
Oh... e tanta gente que te conhece deve estar por esta altura a pensar que ensandeci. És um doce de menina, muitíssimo bem disposta e divertida, esperta e vivaça. O problema aqui é meu: fui eu que fui apanhada desprevenida, mal-habituada que estava a resolver as nossas divergências pela força de alguma inteligência própria dos adultos e pela força da tua colaboração desinteressada.
O que mudou foi que percebeste finalmente que existes, que precisas de marcar uma posição, descobrir onde andam as famosas fronteiras entre o certo e do errado, a consistência ou fragilidade das regras que ainda estás a aprender. E tudo isso é um processo normal e necessário.
Eu e o paizola estamos cá para ensinar, orientar, educar, tarefa da qual nunca nos demitiremos mas... confesso... muitas vezes me apetece virar costas e esquecer esses propósitos!

«Se pudesse matava o bicho a rir!»

António Feio
Querida, Pipoca...
Este blog é para ti, sobre ti, sobre nós. E à primeira vista, achei desenquadrado falar aqui de um acontecimento estranho, quase alheio, à nossa vida. Mas depois concluí facilmente que ontem faleceu uma pessoa que mesmo estranha e alheia à minha vida particular, não é estranha a mim mesma. Porque quando se é, como António Feio o foi, um símbolo da boa disposição, do humor, da arte, do teatro, da humildade, do profissionalismo, da vida, não se pode ser assim tão estranho e alheio, tão distante ou tão figura, que não mereça uma referência num blog pessoal.
Este senhor, Pipoca, foi um marco da minha juventude. Dificilmente esquecerei que a primeira vez que o teatro me pareceu perto de mim foi quando assisti ao Conversa da Treta. Até lá, e com alguma pena minha, o teatro era uma experiência com a qual não me identificava, calculo que por não ter eu mesma a sensibilidade para o entender, por achá-lo sempre demasiado teatral (que redundante!), forçado, excêntrico, exagerado... demasiado subjectivo para a minha persistente objectividade. Na peça A Arte (peça de teatro do António Feio e do José Pedro Gomes), António Feio dá vida a uma personagem que vê num quadro branco Arte... e esta peça ironiza a subjectividade e a objectividade na arte, na cultura, de uma forma excepcional.
António Feio, assumiu-se sempre um defensor do teatro para as pessoas, para a maioria das pessoas, e tem, por isso, para mim, um mérito indiscutível. Por cá nunca se esquecerá Amàlia, José Saramago, internacionalizadores da cultura portuguesa. Eu... por cá, nunca esquecerei António Feio, nacionalizador da cultura, homem de Portugal e em português, que nunca ambicionou mais que fazer rir o maior numero de pessoas, levar o maior numero de pessoas a esse local quase estrangeiro que é o teatro, satirizar e brincar com os problemas, a sociedade, a vida.
Escolhi este título para o post, que é a minha humilde homenagem a António Feio, porque são palavras dele numa entrevista recente com Judite de Sousa, na RTP. O bicho foi a neoplasia do pâncreas que o levou tão prematuramente, aos 55 anos. A rir... espero. E escolhi esta foto na pesquisa do Google (já a tinha visto na televisão) porque ao olhar para ela vejo um António Feio que nunca conheci (provavelmente eu era um bébé, na altura em que foi tirada). Um pai. Um ser humano. E não duvido que a perda maior seja essa: a do ser humano.
Pela minha parte... a perda foi cultural. Perdi uma das razões que me levaram (e levaria ainda) ao teatro. Mas como não quero desvirtuar a missão deste actor, fica prometido que em breve, Pipoca, voltarei. Quem sabe contigo!
António Feio,
até sempre

E porque tudo o que é bom, acaba depressa...


O pimo, a Ti'Ana, a avó Celeste e o Avô Zé já regressaram a Lisboa.Tu não pareces ter percebido bem isso, porque antes de dormir disseste que ías à praia quando eles voltassem...
Oh...! Não te preocupes, ainda cá voltaremos todos para um fim-de-semanazito de fim de verão, se tudo correr bem! E ainda vais à praia antes disso!
A nós resta-nos mais uma semanita, desta feita na companhia da Ana, do Gala e da Maria Inês!
O pimo é um amigalhaço, com quem gostas de guerrear, brincar, imitar nos disparates e nas graçolas! Foram uns dias bem divertidos e animados e esta foto fica para os ilustrar!
PARABÉNS TI'ANA!!!

Pipoca on Hollidays!

Estamos de férias!!!
Esta é a primeira de uma série de fotografias pela novíssima em folha Sony digital que comprámos hoje... esta máquina vem com seguro de 3 anos contra mãos de caca de Pipocas desastradas! Mas, apesar disso, esperemos que tenha uma vida loooonga, porque a mãezola teve muita dificuldade em escolher (andei tentada a experimentar uma onda mais profissional, de que apesar de tudo desisti ) e está encantada com a nova aquisição!
De resto, temos muito para colocar em dia neste blog, em fotos que não consigo agora descarregar para aqui, mas que espero fazer no regresso: a tua primeira saída para a praia com os teus futuros colegas de escola e a ida inesperada ao Festival Panda, com a avó Nide e a tia Guida, no final do mês passado!
Por terras algarvias andamos bem dispostas, com algumas birrinhas para poupar o tempo das brincadeiras com as refeições, ansiosas para voltar à praia, muito felizes com a companhia dos avós Zé e Celeste e já com alguma da saudável corzinha de verão... Temos quase 3 semanas de descanso e folia pela frente e a promessa de algumas fotografias a acompanhar a reportagem!


Mãiii, quando estás zangada... gostas de mim?
Antes de mais, acho curioso que ainda não tenhas 3 anos e já me tenhas colocado semelhante questão. Revela, pelo menos, que vais ser moçoila para colocar as tuas dúvidas e não andar a remoer seja o que for!
Depois não pude deixar de confirmar uma certa teoria que tenho: quando nos zangamos, as crianças duvidam. Ora... não quero com isto dizer que vou deixar de me zangar quando atiras tudo para o chão, quando te recusas a comer a sopa mas pedes chocolate, quando atiras com pratos e talheres e o conteúdo de copos de sumo no meio de uma refeição...
Zangada ou não, quero que saibas sempre que não deixo de gostar de ti mesmo quando a minha voz se eleva e os meus olhos se arregalam e o meu dedo se levanta em riste na direcção do teu nariz. Não deixo de gostar de ti mesmo que já te tenha colocado no prato 3 garfos diferentes e que todos já tenham tido o mesmo destino: o azulejo do chão. Não deixo de gostar de ti mesmo que já me tenhas empurrado a mão que leva a sopa cinco vezes e que por duas delas me tenhas sujado a mesa e a roupa. Não deixo de gostar de ti porque despejáste a caixa dos brinquedos sem nenhum propósito ou que insistas em emporcalhar com as mãos cheias de chocolate ou bolachas o espelho do meu quarto, vezes sem conta e apesar das advertências... Não deixo de gostar de ti por nada que faças ou que deixes de fazer. Nunca.
E ainda bem que perguntáste, porque ás vezes nos esquecemos de o dizer. Achamos que é óbvio, que as crianças percebem, que as crianças têm de saber. Mas de cada vez que te ralho percebo nos teus olhos o medo que tens de que deixe de gostar de ti. Às vezes penso se será por essa razão tão estúpida que acabamos por aprender a não fazer disparates e desobedecer...
Muitos pedagogos e pedopsicólogos e pediatras defendem regras para evitar causar angústia nas crianças:
- Evitar criticar a criança ("és má", "és teimosa", "és terrível") e criticar o disparate ("foi feio o que fizéste", "não gosto quando és teimosa");
- Resumir o castigo ao acto de castigar e não manter uma expressão zangada depois de a criança já estar a cumprir o castigo - o disparate foi feito, a criança assumiu a consequência, a repreensão está dada: acabou a razão para se estar zangado.
- Explicar sempre que possível, depois de serenados os ânimos, qual o comportamento correcto e reforçar que gostamos deles sempre, mas que preferimos que se portem bem porque não gostamos de ter de nos zangar e de ter de castigar.
Eu ainda não sou profissional de nenhuma destas recomendações. Sai-me muitos desabafos como sejam «mas porque és tão teimosa???» e nem sempre se proprorciona explicar seja o que for. Mas até hoje nunca te neguei o abracinho que sempre me pedes depois do ralhete e das lagrimas... porque sei que nesse pedido está e estará sempre implícita a pergunta: gostas de mim?

O Algarve encolheu!


As nossas mini-férias foram muito boas. Muito sol, calor, alguma praia, muita piscina e alvoroço! Portáste-te muitíssimo bem e andáste sempre muito bem disposta, divertida e entusiasmada com tudo!
Foges um bocado das fotos, tirámos poucas... mas gosto particularmente desta!
Descobrimos que o teu conceito de Algarve se restringe à casa dos avós...
No parque do hipermercado, em Lagoa:
Mãiii... nhão bamos boltar pó Algabi???
Oh, para casa da avó Celeste e do avô Zé?
Xim, quero ir pó Algabi!

Dia da Criança



A tua sugestão para o Dia da Criança foi um Pic-Nic no... corredor da nossa casa!!! Com leitinho e xuminho, e bolachinhas e pãojinho e batata fita... Teve menos coisas (aqui na foto já tinhas dado conta de quase todas as batatas, do chocolatinho e das bolachinhas e não houve sumos nem leites porque, assim como assim, não irias beber e foi mais fácil de limpar assim, ehehe...! Mas divertiste-te muito. Pena a foto não ser nítida, mas foi tirada com o telemóvel e foi melhor que se arranjou!
Tiveste direito a uma mesa e umas cadeirinhas para o teu quarto, oferta da tia Guida e foi uma excitação montar tudo!
Hoje estamos quase de partida para o Algavi! Vamos lá passar este fim-de-semana prolongado... Yupy!!! Andas numa euforia pegada e vai ser muito divertido! Só é pena o primo e a Ti'Ana não poderem ir... mas fica para a próxima. As férias estão quase aí!

Pipoca Atelier: Colagens e Rabiscos

A Selva do Picasso... com pandas e leões e elefantes e o mais que houvesse para colar e rabiscar!









Neste a artista plástica afirmou ter desenhado Bolas e Cabeças... mas eu juro que lá vejo também um coração!!! Alguém mais vê?




Origami da Discórdia... a ajudante da artista plástica quis recortar e aplicar um sol com meia lua e a artista ficou um bocadinho zangada... manias! De resto divertiu-se a colar os olhos, as rosetas, o nariz e a boca desta menina origami muito simpática!



A Praia da Pipoca e do Pai! Pormenor: a artista, a pedido, desenhou ao canto um sol, em cima o mar (claro, não podia faltar, eu bem te disse que era o céu mas... como é que podia ser uma praia sem mar?!) e em baixo a areia!

Pipoca - Fraldas = Chucha! (já só falta esta!)



E............... temos menina crescida!!!
Este fim-de-semana iniciámos o desfralde! Ainda estamos numa fase inicial, a tentar perceber o que melhor resulta contigo. Foste assim com relação a tudo: sono, alimentação e agora o desfralde não seria diferente... É preciso perceber o que queres, como resulta e repetir a fórmula mágica até que tudo entre na rotina. Nunca pudémos esperar que por tua iniciativa dormisses bem, comesses bem ou, agora, que simplesmente começasses a pedir para fazer xixi... Mas passaste rapidamente a dormir bem, a comer bem e sei que em breve estarás também completamente autónoma em relação a isto. É preciso uma ajudinha, n'é?
Assim sendo, não ficamos á espera que peças para ir ao potinho. Porque, já percebemos que não pedes, a maioria das vezes! É preciso perguntar e pedir que te sentes e a coisa resulta melhor se eu me sentar contigo... mas não importa nada. Importa é que este verão acabamos com a fraldinha do dia e a da noite fica para segundas núpcias!!!
E aqui fica a foto da redecoração que fizémos do teu quarto. Querias uma casa, uma cozinha e assim pusemos mãos á obra e reorganizámos o mobiliário, hhihi! E já dei conta que para ti o que é mesmo bom em ter uma casa é precisar de ir ás compras!!! Passas o tempo a dizer que não tens nada em casa e que temos que ir comprar: leitinho, um chocoatinho, farinha, um ovos, uma futa... e um binquedo pó bébé! E lá vais tu, com o bébé no carrinho, a mala dependurada e o porta-moedas recheado, corredor a fora, á procura da xinhora (eu!) para aviares o cesto!
E também eu hoje, vou fazer umas compras especiais: vou comprar-te mais uma tonelada de cuecas novas (hihihi!) e uma Princesa Disney Branca de Neve (há muito pedida) como presente, porque:
Eu sou uma menina ninda! Hoje não fiz pelas pénas abaixo! (comentário depois do 1º xixi no potinho!!!)

PARABÉNS AVÓ NIDE!!!
E obrigada pela paciencia e carinho com que cuidas de mim quando a mãezola e o paizola vão trabalhar!

Eu tenho 2 amores... que em tudo são iguais!!


Andava a reorganizar umas pastas no pc e descobri esta foto (e outras!) e não resisti a colocá-la aqui:

- Porque me lembra férias (foi tirada no ano passado na praia do Alemão);

- Porque me ocorreu que tu e o teu pai não podiam ser tão diferentes e tão iguais: uma é espalha brasas o outro mais recatado... mas a malandrice no sorriso é a mesma!

(e porque a Ti'Ana e a Avó Celeste vão adorar e é uma forma de compensar a falta de fotografias e posts neste blog ultimamente!)

Pipocas Curtas...


O que é que queres ser quando fores grande?



Eu queio xêee... bailalina!!!








Eu estava a ler a bula de um medicamento...

Mãi... 'tás a falar inglês?






Mãi... és a minha milhó amiga!

(e eu fico a parecer um poste de iluminação no meio de um monte alentejano... hihihi!)

Vitória, Vitória...acabou-se a História!


Recebi os resultados das tuas análises, Pipoquita. E é tempo de encerrarmos mesmo este assunto de vez... Está tudo, mas absolutamente tudo, dentro dos parâmetros normais!
Deitei-me a pensar se serei mesmo capaz de deixar de ser desconfiada. E cheguei á conclusão que não, mas que não faz mal. Melhor do que a segurança tantas vezes falsa de analises e exames médicos é a certeza de que nunca vou baixar a guarda... e no que diz respeito ao glúten, como no que diz respeito a tudo o resto na tua saúde física e psíquica, para o resto das nossas vidas!
Posto isto, vou relaxar. Vou tirar os macaquinhos do sótão e mandá-los á rua passear ao sol, apanhar ar e brisa do mar, que o sol já bronzeia e o calor faz sonhar com férias, praia, bikinis e protectores solares!
Provavelmente, há quem me conheça e esteja neste momento a duvidar que eu seja capaz de o fazer realmente, porque não há muitas gente tão teimosa quanto eu... mas sou tão capaz de teimar até à morte, como esquecer e mandar para trás das costas seja o que for! Só depende da minha mentalização.
E confesso que foi um alívio muito grande começar a ver as análises e não encontrar nada em que pegar para andar a moer mais um monte de meses... não sei se estava mesmo realmente preparada para isso. Lá teria de ser, é certo. Mas estava ao mesmo tempo expectante de que não fosse preciso... e não vai ser.
Por isso... vamos encerrar o capítulo da novela do glúten, o que te parece?

Filipa Vai á Escola 1


Estás oficialmente matriculada no Colégio!!!
Em Julho, na 1ª semana, haverá praia (com a mãezola e os meninos da Pré)
Em Setembro cá estarás, com 3 aninhos recém feitos...
...e ainda ontem eu passeava por aqui contigo na minha barriga!

Calminha!



Não vale a pena fazer planos para a vida, para não correr o risco de estragar os planos que a vida tem para nós!
Tio Marco, eu, a Pipoca e o paizola desejamos-te sorte nos novos voos... ;)
A frase acima é uma das minhas preferidas: não sei sequer quem é o autor. Sei que acredito nela com a mais profunda das convicções. A vida tem sempre planos para nós, planos que desconhecemos, que não entendemos, que não alteramos com a facilidade que supomos ser possível.
Planos sempre melhores do que os que seríamos capazes de fazer, nós mesmos... porque jamais saberíamos considerar neles todas as variáveis da vida. Logo, a própria vida é exímia nisso porque se conhece melhor a si mesma e estaremos por isso, sempre, em boas mãos! No fundo, não interessa o caminho que percorremos, interessa mais com quem o fazemos, o que aprendemos ao percorrê-lo, o que nos divertimos e sofremos até ao destino...
Por isso, tio Marco, que a vida se encarregue de fazer um bom plano para ti (nos proximos tempos!), que aprendas muito e te divirtas muito ao cumpri-lo, com a certeza que nesse caminho estarás sempre acompanhado, á distância de um pensamento, de uma lembrança! (e das novas tecnologias, pois claro ;) !)
Ah... e cuidado com os mosquitos, boa?


Não adianta. Não vou ter descanso enquanto não colocar um ponto final na história da tua suposta intolerância ao glúten.
Ainda não tinha tido tempo de vir aqui deixar notícias da tua consulta de reavaliação com o gastroenterologista... Tenho andado a remoer algumas coisas que tenho notado em ti ultimamente. Claro está que sou só eu que reparo. Claro está que não me parece que alguma delas, por si só, convença um médico seja do que fôr...
noto que te cansas mais, volta e meia deitas a cabeça em qualquer lado, mesmo que não tenhas sono, elimináste voluntariamente a maior parte dos alimentos com glúten da tua alimentação (comes pouco ou nenhum pão, comes pouca massa, não ligas pevas a bolos e biscoitos, a única excepção são mesmo as bolachas...) e em contrapartida comes bem sopa, iogurtes, bebes leite, comes fruta... sinceramente? Neste momento uma dieta sem gluten não seria nenhum transtorno para ti!
E depois acho que engordáste pouco nestes ultimos 6 meses...
Adiante.
Agora vamos fazer as analises... Tive de ser eu a pedir para ver como está o ferro, coisa que não acho normal os médicos não pedirem como rotina... mais ainda no teu caso particular. Se a DC é uma doença que implica má-absorção intestinal, avaliar se o ferro tem sido absorvido não é importante? Enfim... e desta vez, por trafulhice minha (que não explico! ;) ) vamos ver os anti-corpos para a Gliadina e não só para o Endomísio... (continuo sem saber se a Gliadina que veio positiva da 1ª vez foi um erro laboratorial, se o número de anticorpos aumentou ou diminuiu, e não me satisfaz a resposta que esclarece com a especifícidade e fiabilidade desta pesquisa ser inferior em relação ao Endomísio, esse sim frequentemente negativo em crianças pequenas! Por isso desta vez o médico não pediu mas eu vou fazer!Grrrr!)
Depois disso e dependendo dos resultados, já tenho um plano B.
Eu seja cão, se até ao fim deste ano não vou pôr um BASTA nestas dúvidas, ansiedades e receios... e quando eu meto uma coisa na cabeça, como já deves ter percebido minha querida pipoca, sou mais teimosa que um camelo do deserto!

Dia Internacional do Livro


Hoje temos cá, no colégio, a habitual feira do livro para comemorar este dia...
a Laurinda insistiu em oferecer-te um livro e pediu-me que escolhesse. Entre Noddy's e Princesas, Musty's e Rucas e os conhecidos e populares contos infantis (todos terrivelmente assustadores - pais que abandonam filhos na floresta, meninos e meninas orfãs e com madrastras terríveis e mulheres que assam meninos nos caldeirões), sobressaiu-me este. Que vai comigo para casa por algumas razões, uma das quais particular:
nos ultimos tempos, a brincadeira favorita lá em casa é... OS MONSTROS! Eu faço de monstro e assusto-te e tu fazes de monstro e assustas-nos, o paizola faz de monstro e assusta-te e aproveita e assusta-me a mim também! E escondemos-nos atrás das portas e debaixo de peças de roupa e da tua toalha e é uma doideira pegada!
a brincadeira tem lugar depois do banho e antes de vestir o pijama e, ao final da noite, antes de dormir quando eu e tu assustamos o paizola e o Ursinho da Popota... Não há pesadelos nem medos, os monstros são divertidíssimos e muito malvados, e as tuas gargalhadas e gritos de pretenso horror são um verdadeiro SPA para o mau-humor ou os problemas que se trazem do trabalho ou da vida...
... fica o livro, repleto destes seres, para completar o quadro. Um livro divertido, com giríssimas ilustrações, muitas palavras difícieis para enriquecer o vocabulário, adequado para a tua idade (pelo interesse que o tema te desperta) como para quando cresceres e forem os teus olhos a descobrir cada uma delas... e deles: os terríveis e simpáticos monstros que habitam a nossa casa!
Paiiii, a mãiii pexija de uma ajudinha!
Faz de monsto e axusta a mãe!

São como índios capitães da malta... os primos, os primos!

A BRIGADA DOS ÓCULOS À BANDA...
E
A ZANGA!












Vocês dois são, definitivamente, os meus índios preferidos...! E acho verdadeiramente delicioso terem idades tão proximas e serem tão diferentes. Mais delicioso ainda constatar que as diferenças são... de género!
A Pipoca é menina, mandona e autoritária, sempre a solicitar a atenção do primo. O primo Gabriel é menino, rapaz de não estar quieto muito tempo, de não lhe dar muita importância porque há um mundo a descobrir e a prima é chata! Estão sempre a falar um do outro e abraçam-se a toda a hora. Mas o primo em 30 segundos já saiu de cena e fica a Pipoca sem ninguém a quem dar uma ordem ou impor uma brincadeira... hihihi! E vai daí... amuo!
Sabes, Pipoca? O primo Gabriel vai ser sempre das melhores recordações da tua infância! E que sorte tens tu por ter o primo á distância de um fim-de-semana, que é mesmo o espaço de tempo que vai até ao reencontro... Quase todos os meus primos foram recordações de verão ou de ocasiões festivas. E tenho pena. Um primo pode ser como um irmão.

Parabéns Paizola... (gosto de fazer charme contigo)


No dia do teu aniversário acordei a pensar nas prendas que estavam escondidas, no desenho cheio de fita-cola que te fiz, no bolo de legos que te preparei...
PARABÉNS PAIZOLA!

Menina Rabina


Ai! Eu nhão poxo aqueditar...

que estás tão crescida, Pipoca linda! Caminhamos a passos largos para os 3 anos.

Dia de Páscoa, sabes:

Contar (agora sim é contar... já não é só papaguear os números de 1 a 10! Já respondes correctamente á pergunta: Quantas peças estão aqui!) e já conheces alguns números.
Cantar e improvisar e inventar!

As cores (embora ainda te baralhes, por vezes)!

Continuas de sonos fáceis e tranquilos, muito tagarela, pouco amiga de comer (tudo o que não seja chocolate!), com um bocadinho de géniozinho, mandona e um nadinha atrevida. Estamos em plenos Terrible Two... as birras são mais frequentes, a teimosia e o ego-centrismo estão no auge. Confesso que ás vezes me tiras do sério, não tanto pelo choro fingido e desconsolado mas mais pela teimosia. E acho mesmo que, nesta altura do campeonato, sou mesmo a tua única opositora... hihihi! Mimo, Pipoca, muito mimo!


Mas sabes ser meiga, quando queres. Sabes usar do teu charme,

Poxo, mãe, poxo? Po' favô!!!

Entreténs-te muito mais sozinha, com puzzles, sobretudo.

E continuas com interesses pouco comuns, um tanto... peculiares... Alguém entende como é possivel ser mais difícil passear-te pelo Leroy Merlin (loja de bricolage e construção) do que pelo Toys 'R Us, por exemplo??? A todo o momento tenho de tirar-te das mãos um pacote de buchas, um cabide em ventosa, um suporte de papel higienico, um fertlizante para plantas ou mesmo a ti inteira de dentro de uma cabine de duche!!! Uma festa!!!

Ai, pála com eta confujão!

O Pai da Papa-Puzzles...!




O PAI É
AQUELE QUE,
NA HORA DE
ESCOLHER O QUE COMPRAR,
NÃO DUVIDA
QUE ÉS CAPAZ
DE FAZER UM
PUZZLE
DE 48 PEÇAS!!!
(E não é que és mesmo??? Os puzzles de 24 peças já são peanuts, para ti! Eheheh!)

Nós temos saudades é.... disto!



Não tens percepção, mas este foi dos Invernos mais chuvosos e frios dos últimos tempos. Sei bem que todos os anos, sem excepção nos queixamos, como que já esquecidos da tormenta do ano anterior... mas este ano, até o Instituto de Metereologia o confirma. Precisamos de sol, luz, temperaturas amenas, urgentemente!

Nem gosto muito de falar, mas e porque a Primavera está á porta e já avizinha menores probabilidades, sobreviveste ao Inverno sem uma única constipação (eu tive algumas!) e nem mesmo o fantasma da Gripe A veio ameaçar com os seus picos e espinhos virulentos (como tanto se alardeou e a confirmar as minhas expectativas: uma gripe, como outra qualquer).
Já há algum tempo não te dou notícias do teu desenvolvimento ponderal. O peso continua a evoluir e se os meus calculos estiverem correctos já estarás em cima da linha do Percentil 5. Não sei quando vamos poder encerrar definitivamene o capítulo do gluten, mas aparentemente estamos no bom caminho.
Ultimamente noto menos apetite e mais resistência à comida... sobretudo em casa da avó Nide. Escusado será dizer que comigo e com o teu pai não há desculpas. Comes pelo menos o obrigatório, mas os snacks andam assim a receber muitas torcidelas de nariz. Esperemos que não se reflicta no peso, senão lá voltamos nós á cepa torta!
De resto e porque este post era para falar sobre isso, tens falado muitas vezes da caja do algabi (casa do algarve)... e eu ando inquieta para lá voltarmos contigo. Temos, como é habitual, saudades da praia, do sol, do calor, das roupas frescas, da liberdade de um dia de verão. Suponho que vais ser sempre uma apaixonada pela praia: se houver um livro ou desenho animado sobre peixes, praia e mar... é sempre preferido! (Uma dica? é algures por aí que surge o bigodes de bacalhau! hihihi!)
Vamos aguardar ansiosamente pelo verão, não é Pipoca?

Essa é daí?... hum, não me parece!



Puzzles, Puzzles e mais Puzzles!!!
Ultimamente os puzzles são das actividades preferidas! Ainda ontem estivémos 1 hora a montar e a desmontar tabuleiros de peças! Pecinha para aqui, pecinha para ali...
Ai... ete é munto difíxil!
Xerá daqui?
Temos 4 puzzles de madeira, uma caixa de puzzles do Noddy e uma da Kitty e hoje, na minha hora de almoço, vou procurar mais!
Curioso... de facto, nestas idades, tudo é transitório. Nunca gostáste de puzzles, nem peças de encaixe. Não tinhas paciência para insistir e nem parecias perceber nenhuma lógica neste tipo de jogos. Achei que nunca virias a ligar nenhuma, o que também não teria importância, diga-se de passagem. Mas, em menos de nada, descibriste um mundo de peças e figuras, imagens e recortes que adoras explorar!
Bamo fajer um pajles, bamos?

Onde estão os bigodes afinal??? Eheheh!


O que te ris... quando te chamo carinhosamente de Bigodes de Bacalhau...!!!
E já temos a nossa 2ª Private Joke...
A primeira é quando me dizes: És uma maminha...!
(não explico, não explico, não explico!!! Eheheh!!! )

A Insustentável Leveza de Ser... Mãe



Por certo notaste que as palavras dedicadas neste cantinho ao tema da maternidade, diminuiram. Os posts são em menor número, mais pequenos.
Para além de confessar um cansaço que não me tem permitido grandes inspirações, considero que isto é um reflexo de uma situação amplamente descrita na literatura em pediatria: o 1º ano de vida de um bébé é o que mais transformações implica. Os primeiros 2 anos são cruciais na formação da personalidade da criança...
Ora bem. Onde é que as coisas se relacionam?
No teu primeiro ano de vida, de dia para dia, de semana para semana, de mês para mês, tu cresceste tanto, adquiriste tantas competências a uma velocidade que a mim me pareceu vertiginosa. Eu precisava, a cada momento, reflectir sobre isso e sobre o impacto da nova condição de mãe na minha vida.
A partir do 1º ano, com a aquisição da marcha, as competências adquiridas foram apenas consolidadas e:
as primeiras tentativas de comunicar por sons deram lugar a palavras e depois a frases;
os primeiros passos deram lugar a pulos e correrias, a cambalhotas para a frente, a coreografias de mãos dadas conosco ou com um boneco de estimação ou em frente ao televisor;
o óbvio interesse pela música que antes não passava da insistência em ouvir DVD's musicais passou a cantorias com memorização de letras e sonoridades.
E com essas consolidações eu fui também consolidando a minha experiência, facilitando a minha compreensão sobre esse mistério que é crescer com a certeza cada vez mais absoluta que o crescimento tem, na sua inevitável linearidade, percursos irregulares: fases de muito apetite e menos, fases de doenças e de saúde, fases de sonos difíceis de conciliar e fases de dormir sem mais quê, fases de gostar de tudo e fases de não se contentar com nada, fases de birras e fases de uma placidez que faz lembrar uma maré de agosto, serena, fases de estagnação das aprendizagens e fases em que a cada minuto há uma descoberta...
a este processo de consciencialização da minha parte, ocorre-me plagiar Milan Kundera para lhe chamar a Insustentável Leveza de Ser Mãe... O que achas? A maternidade é algo leve, ligeiro, tudo se faz sem sacrifício explícito mas... acarreta um peso quase insustentável. Porque de tão leve e natural, pesa inexplicavelmente e molda-nos, deixando-nos ainda assim sufocadas, de alguma forma, por ela. Um sufoco que se sabe mas não se sente. Na doença, na dúvida sobre a melhor opção, a melhor forma de educar, na impossibilidade de voltarmos a ser um indivíduo, sozinho nas suas decisões e responsabilidades, sozinho nas suas escolhas. Mas de tão levezinho, de tão subtil nas suas forças, este sufoco é... imperceptível a cada instante. E é isso que torna tudo tão especial.
Mas tudo isto para explicar que a cada dia passei a apreciar o teu crescimento sem mais nada. Gosto de te olhar, ouvir, cheirar, adivinhar. Todos os dias haveria uma frase nova, hilariante, para colocar aqui mas a minha capacidade de memorização anda nas ruas da amargura e como tal acabo por registar aqui bem menos do que aquilo que gostaria. Além do mais, sem maquina fotográfica, nem surge, o mais das vezes, o pretexto para escrever... temos mesmo que tratar disso!
E depois... Dois anos e meio completados, resta dizer que posso falar em alguma sensação de missão cumprida: a minha intuição diz-me que emocionalmente és uma criança bem desenvolvida. Alegre, que lida bem com a frustração (não és de birras incontrolaveis e duradouras) e encaixas bem a palavra não quando é preciso. És meiga e carinhosa, muitas vezes. Outras tentas impor a tua vontade com um autoritarismo ingénuo, que nem tu propria levas muito a sério mas que revela auto-estima. Tens um bom humor que acho delicioso e provavelmente a característica que, para já, mais aprecio em ti! Não está mal...! Não sabes as cores, ainda andas de fralda e chucha... mas, sei bem o quanto isso não é importante, para já.
E agora, por tudo isto, perdoa-me a falta de assiduidade nas palavras. Pode ser?