Parabéns!


As tuas primeiras palavras, quando te acordei de manhã foram ABÓ XELETE!!! E para quem precisa de tradução Avó Celeste! Adormeceste a pensar no aniversário da avó e acordáste com o mesmo pensamento.

Aproveito para dizer que aqui a mãezola (e muito provavelmente quase todas as crianças) era igual: acordava com o sentido nas coisas boas que o dia reservava... uma promessa de festa ou de passeio, de brinquedo novo a estrear ou acontecimento ansiado. É tão bom...

Avó Celeste foram mesmo as únicas palavras que te ouvi dizer até te deixar. Foi a forma de dar os parabéns á avó, não foi? Ficou o post para antecipar os Parabéns a Você de logo mais... vais perder a vergonha e cantar conosco, Pipoca? A letra já sei que sabes de cor...

A Bisa é uma luz no céu estrelado



Hoje o céu tem mais uma estrela... uma estrela que viveu 98 longos e preenchidos anos. Foi ocupar o seu já ansiado lugar no firmamento para poder brilhar sempre por ti e pelo teu primo. E poder emprestar-vos para sempre o brilho da sua inesgotável força, da sua deliciosa teimosia, do seu enorme sentido de humor, da sua persistente noção de certo e arrumadinho, do seu amor pela família, amor que à sua maneira sempre soube estender ás pessoas que lhe inspiravam confiança e lhe mereciam respeito. Esta estrela, que criou a avó Celeste, e de certa forma a tua tia Ana e o teu paizola, já não poderia fazer igual por ti e pelo primo nesta terra. A idade dos homens limita-os. A idade das estrelas multiplica-lhes a luz. E por isso foi para o céu estrelado. Para poder olhar bem por vocês.
E... lá de cima a visão é muito melhor, acreditas Pipoca?

Descalçando a bota do Natal e calçando a peúga dos presentes...


E como é que uma família que se situa algures entre a definição de ateia e a de agnóstica enquadra a celebração do Natal...?

Pois bem, acho que descobri como.
A História tem provado que andou de facto pelo mundo um senhor chamado Jesus. A Igreja Católica e o Ocidente situaram na data de 25 de Dezembro o seu nascimento. No dia em que Jesus nasceu, uma D. Maria e um Sr. José (curioso chamarem-se assim e serem judeus... não creio que sejam comuns estes nomes por terras de Nazaré!) experimentaram por certo uma enorme felicidade... para mais 1º filho, muito desejado, um rapagão forte e sossegadinho. Religiões e crenças á parte, é imposível não acreditar que foram imensamente felizes nessa data, sou mãe e sei como me fez feliz o teu nascimento!
Daí que é simples: no dia 25 de Dezembro todos somos um bocadinho Jesus (porque somos filhos) e/ou Marias ou Josés e/ou Reis Magos (os amigos que surgem para celebrar conosco a importância da data!). Na essência, o Natal é uma celebração da família, da amizade e dos laços que unem as pessoas...
Ainda bem que me surgiu esta ideia: aproveita-se o Jesus e os presépios e acrescentam-se os populares Pais Natais e tudo ao barulho para dar sentido á época. Se assim não fosse, que valores restariam para transmitir sobre o Natal? Ora se não somos catolicos (ou de qualquer outra confissão religiosa), restaria a ideia de uma comemoração hipócrita e fútil, resumida à insignificância dos presentes numa expressão consumista de valores e signos desprovidos de significado. Inaceitável para quem, como eu, não aceita comemorar datas sem importância, apenas porque a sociedade de consumo as alimenta. Inaceitável para quem, como eu, se recusa a perder para a memória as imagens da infância (as figuras do presépio, o encanto da arvore de natal, a magia dos cânticos, o mistério dos presentes que escondem um desejo atendido...).
Assim sendo, e para o caso de te questionares sobre o que é o Natal para quem não vai á missa, aqui fica a ideia de que o dia 25 de Dezembro é a data que escolhemos para homenagear e presentear a nossa família e amigos. Tão pura e simplesmente isso. Porque a 25 de Dezembro (e só porque tinhamos mesmo de lhe dar uma data) nasceu um Jesus especial que fez muito especial o dia do seu nascimento para os seus pais e tios e primos e avós e amigos...e é isso é que é o Natal!
definição:
adj m+f natal (natais [nɐ'tajʃ] pl) [nɐ'tal] relativo ao local de nascimento
natal/-ale
a cidade natal
Descalcei bem a bota, menino Jesus?

29 (de Novembro) + 2 (anos teus) = 31 anos feitos!



No aniversário da mãezola as palavras foram as estrelas a dourar o dia, que até se pôs bonito depois da chuva que (como habitualmente) emoldura a ocasião...
Quando te fui buscar á cama, logo cedo, a primeira frase foi:
Mãii, canta o Paabéns! (que é como quem me dá os parabéns porque adormeceu e acordou a pensar nisso...)
E mãiii, um abaxinho! (abracinho) é um pedido a que nunca posso recusar e que me encanta...
E dois anos e uma energia inesgotável e uma tagarelice sem fim, e esta carinha laroca em pose de senhora feita. O meu bébé Xiipa (Filipa) é já pouco ou nada disso (excepção feita e que nos baralha para as chuchas, os biberons de leite e as fraldas) e assim me vou dando conta que os meus aniversários já pesam... que caminho cada vez menos na direcção da juventude e que não tarda a vida passou por mim.
Já não gosto tanto de fazer anos (mesmo sendo obrigada a aceitar o cliché do é bom sinal ir fazendo anos! que tanto me tira do sério... ora fazer anos por comparação com não os fazer de todo... óbvia escolha, não mais reconfortante por isso...). Ainda vais passar pela fase da adolescência em que um simples ano a mais faz a diferença... é bom ser mais velho, é bom fazer 16 e depois 18 e 20... para depois reflectires a vida aos 30 anos e a seguir começares a recear mais do que isso.
A idade é uma mera referência cultural, é certo. E não posso deixar de notar que é culturalmente que lhe sinto o peso. Mas e a culpa será dos aniversários? Ou da vida que escolhi e do rumo que lhe dei? Ou das escolhas que fiz ou das que deixei de fazer? Ou do fulano que inventou as horas e depois os calendários que as comprimem e lhes dão forma? Ou...
... ou tua, sua marota, que com tanta sabideza sabe olhar a mãezola de alto a baixo neste dia importante (depois de aperaltada) e dizer: ai, a mãiii tá tão gia! (gira) e tão depressa a fazer sentir velha (por já estares tão crescida) como estupidamente nova e bonita (pelo elogio espontâneo), com aquele tipo de beleza que só se tem na juventude!

No dia que se comemoram 50 anos da Carta Universal dos Direitos das Crianças



FAÇO PARTE DESTE PROJECTO E TENHO
COMO MISSÃO PROMOVER A RECOLHA DE
BRINQUEDOS PARA O HOSPITAL D.
ESTEFÂNEA EM LISBOA.
NO BLOG
FIQUEM A SABER COMO AJUDAR MUITAS
PEDIATRIAS HOSPITALARES A FAZER
CRIANÇAS SORRIR!

E então, já há novidades?

Pois... já há muitos meses não se ouvia aqui falar do teu peso, das tuas consultas, de glúten, sintomas... é verdade.
Ontem voltámos ao gastroenterologista para mostrar as análise e o Raio-X.
O Dr. Paulo concordou que não há razões, neste momento, visto que mesmo com a reintrodução do gluten, o peso continua a evoluir, para fazermos agora a biopsia. Logo, voltamos a reavaliar daqui a 6 meses.
Não me perguntes se estou mais descansada, porque naturalmente que não. Ainda assim, saber que a balança vai acusando sempre mais umas boas gramas é bastante tranquilizador. E sendo que, de momento, nada mais há a fazer e que eu não estou ainda preparada para te impor uma dieta sem mais certezas, é assim que vamos ficar. O que achas?
De resto, na consulta, foram amplamente notadas duas coisas: uma, que falas pelos cotovelos; duas, que as favolas já acusam muita convivência com a chucha... Pois. Em tua defesa aleguei que os teus dentes sempre nasceram sem rei nem roque, não será responsabilidade única da nana... e quanto a falar pelos cotovelos... é bom sinal, pois claro!
Assim sendo, estamos conversadas, podes tirar esse ar tão inquisidor!

Mimar a Mãe com Palavras...é tão fácil!


Meu doce... Como explicar a sensação que me invade a alma de uma ponta á outra quando te ouço dizer (como ontem):
«Bou ber a fuga da julieta (oh, alguém adivinha qual Julieta? Shakespear, não é de certeza!) com a minha mamã!!!»

A minha mamã... o meu papá... este meu que é teu, que é como se fosse inequívoco que somos nossos (uns dos outros)... confuso? Por certo entendes onde quero chegar, não é?
(e assim se confirma que as palavras são armas poderosas; posso concordar que estão sobrevalorizadas... mas... continuamos a preferi-las para evidenciar sentimentos, projectar emoções. Sim, gosto de te ouvir falar de nós!)

Quem canta... meus males espanta!

(introdução: o leão 'tá a dormir... mas que raio o leão tem a ver com a história?)

São os 3 Moscãoteiros a lutaaar!

Dartacão, Dartacão

São os 3 bandidos (???) a lutaaaar!

Dartacão, dartacão

São os 3 Moscãoteiros,

Já não há em vão (???)

E o amor da Julieta...

Não sei se reparáste mas... quando não sabes inventas! Em vão??? É rival algum! 3 bandidos??? Quem os Moscãoteiros??? É de morrer a rir! Parece um episódio do Ídolos!!!

Peço desculpa pelos torcicolos causados mas... a mãezola é maçarica e não conseguiu colocar o video direito... e desconfia que o paizola é ainda mais maçarico e filmou ao contrário! Hihihi!!! Também... desde que me estragáste a maquina fotográfica, sua marota, os videos e as fotos agora são todas tiradas com telemóvel... só de pensar na minha rica maquina... com a objectiva toda enquirquilhada.... snif!

Dra. Xuxinha Pipoca - Pediatra de Serviço

As vantagens de se ter uma tia enfermeira é mesmo poder brincar com estetoscópios e seringas de verdade...!
O Gé Pequenino é o doentinho de serviço e a boa disposição reina no consultório, como se pode ver nesta foto um nadinha desfocada mas tão divertida!
Agora diga-me uma coisa, senhora doutora... não está de acordo que a utilização até muito tarde da chucha pode implicar problemas futuros na dentição??? Os médicos deviam dar o exemplo... ai, ai, ai...

Chocolate de Chuva



Bou comer um chocolate de chuba, posso?
Continua a ser o teu alimento preferido: simples, em bolacha, em forma de guarda-chuva, preto ou de leite, em gelado, em sobremesa ou em bolo de pastelaria... ao almoço e ao jantar, ao lanche ou quando nem sequer tens fome!
Se pudesses, comias chocolate o dia inteiro!
(e bem... convém escarecer que comias mas... não comes! Apesar de tudo, apenas abusas de uma ou outra bolachita com chocolate, de resto... é manter o encanto do guarda-chuva depois da ida ás compras semanal, por exemplo... Tudo o que é demais enjoa, Sra. Dona Pipoca!)

A Pipoca e a Mãe

No outro dia, apareces ao pé de mim com uma foto minha, com barrigão de Pipoca ás 37 ou 38 semanas...
«é a mãe, nesta altura a mãe tinha a Filipa na barriga, sabias?»
xabia...
uns dias mais tarde, a mesma conversa vem á baila e tu levantas-me a camisola e com o ar mais sério do mundo, a apontar para a minha barriga, dizes
quéio...
Ainda não sabes tu, a quantidade de vezes que vais querer voltar á barriga da mãe... é quando o patrão te chatear, o marido andar de candeias ás avessas contigo, queimares o jantar, tiveres decisões importantes para tomar, não souberes o que vestir... ui!
A mãi é ninda!
«não é nada, a mãe é feia!» digo
sobrolho franzido, beicinho e mão ao alto, pronta a agredir-me com violência...
NHÃO! A Mãi é ninda!
êta... então se a mãe é linda, porque estás tão zangada com ela? Hihihi!
Deixa filhota, ... bamo compá uma compa, (vamos comprar umas compras, ou seja, fazer compras!) que isso passa!

Andáste aos gatos Pipoca???


MAMÃ!!!
NÃO QUERO DORMIR!
Depois de deitadinha, tóia contada, aguinha bebida e lençóis aconchegados...
eis que oiço pelo intercomunicador:
mãiii!!!
já domi ontem!!! (pausa)
mãiiii!!!
qué pãozinho!!! (pausa)
mãiiii!!!
qué pãozinho com xiame!!! (pausa)
mãiii!!!
já acodei! Bom dia! (pausa)
mãiiii!!!
qué chão, xó um bocadinho... (pausa)
mãiiiii!
tenho cócó! (pausa)
paiiiii...!!!
e pronto, lá vou eu para me zangar um bocadinho (ou fazer de conta) e deixar-te a chorar por 2 minutos, até o sono tomar o seu devido lugar... Porque, senão, de manhã há:
Nhão, nhão queioooo! (levantar da cama)
e um aspecto de miúda moribunda de sono que andou a noite inteira... aos gatos!

C'est La Vie... au contraire?


Hoje, este post é pessoal. É um desabafo.
Sabes o que tem de errada a lógica da vida? Na altura em que as melhores ideias e em que a probabilidade de as concretizarmos é maior, somos demasiado jovens e as circunstâncias jogam contra nós... depois envelhecemos e novas circuntâncias nos mostram que é demasiado tarde para desafiar a vida: irónico, não?
Como certamente o teu paizola e a tia Carla e a tia Mó se hão de lembrar, há alguns (cinco?) anos atrás, andei a martelar a ideia de abrir uma empresa de Certificação da Qualidade no Ensino pela Norma ISO9001. Não interessa aqui aprofundar o que isso é ao certo. Nunca passou da minha cabeça, tão pouco sequer para uma simples folhinha de papel. Achei que em teoria poderia resultar e ter pernas para andar e contribuir para a melhoria na qualidade do ensino no nosso país e ser rentável como negócio para mim, mas que na pratica eu era demasiado jovem, inexperiente, pouco conhecedora da matéria, cheia de teorias mirambolantes que, provavelmente, em nada se adequavam á realidade.
Hoje, aqui no trabalho, ao passar revista aos mails recebidos, eis que há uma empresa que se propõe fazê-lo aqui no Colégio... A minha ideia afinal não era descabida, tinha até rodas para andar... Alguém já tem um 2 cavalos na estrada (2 colégios já aderiram e talvez até mais empresas já estejam a trabalhar nisto e eu desconheço) e quem sabe não mesmo um comboio, com aspirações a avião...
E o meu chão, hoje, estremeceu um bocadinho... que outras ideias terei desperdiçado?
À laia de conclusão, espero que leias, um dia mais tarde, estas minhas palavras a tempo de empreender um sonho, seja ele qual for... ser demasiado jovem é, talvez, uma ilusão. Espero sempre ser capaz de acreditar em ti, como sinto que não o fiz comigo propria, neste como em muitos outros assuntos, e incentivar-te. Não te esqueças.
Hoje sou o cientista que se esqueceu de patentear a sua invenção. É pacífico que sou feliz como sou. Que não há um pingo de frustração... talvez só mesmo alguma desilusão. Que se perderá também ela, por certo, na vertigem dos dias...
E esta foto, também ela hoje, está carregadinha de simbologia... hihihi!

A Enfermeira Pipoca (uma "petite" versão da Tia Guida...)


É curioso como há instintos que parece que viajam conosco por séculos (milénios?) de vidas, através da matéria genética que nos constitui. O instinto cuidador feminino é um deles...
Bem...não deixa de ser verdade que há muitos homens que o têm também. E até imensas mulheres que, provavelmente, não. A genética explica metade da história, o resto explica a nossa socialização. Óbvio.
Lá em casa sou a mulher dos cremes para as assaduras, a mulher dos termómetros, a mulher dos cuidados médicos e/ou outros... tu vês e reproduzes. Óbvio.
Agora... e o que explica que um menino da tua idade, na maioria das vezes, queira carros e bolas e correr de um lado para o outro. Porque é que os meninos não imitam as mães? E porque é que mesmo muitas vezes, não gostando os pais particularmente de futebol, acabem por preferir dar uns toques numa bola a reproduzir comportamentos típicamente femininos? E tu, sem que ninguém to peça ou incentive, queiras brincar com os cremes, os termómetros, o aspirador nasal...?
A mãe 'ta toda doente... (dizes com o ar mais sério do mundo)
«Ai sim?»
Xim... bou pô quemi (creme) na mãi... e agarras o termometro e pões no meu ouvido e dizes com um ar intrigado, de sobrolho franzido, olhando para ele, depois de apitar:
Xinco? (cinco... estou sempre hipotermica de cada vez que me medes a temperatura, vai-se lá saber porquê!)
E ontem, depois da banhoca, foi divertidíssimo:
Maiii, que pô quemi no meu dó-dó!!! (uma mordida de sapato, ou melhor, uma coisinha minuscula no pé,... que obedientemente deixei que tu, muito concentrada na tarefa, besuntasses de Halibut... Pausa para colocar a fralda, para que me besuntasses a mim e ao paizola do dito, para que me medisses novamente a temperatura porque estou toda doente e para que eu te vestisse o babygrow... ás tantas, entretida que estavas com os procedimentos de enfermagem, não te deste conta que o doi-doi estava bem protegidinho pela roupa e olhas na direcção dele, exclamando aflita:
OH!!! PEDI O DÓ-DÓ!!! ON'TÁ? (perdi o doi-doi, onde está?)
«Ai perdeste??? Tonta... está debaixo da roupa...»
Essa foi muito boa... perder o doi-doi... quem nos dera pudessemos perder assim os doi-doi's! O pai que o diga, 'tadinho, aflito que anda com um entorse no joelho há uns dias... Tens de lhe dizer para ele se fazer de esquecido e deixar o doi-doi dele em qualquer lado... Podia ser que alguém o encontrasse e pusesse no lixo. Assim como assim, não faz falta a ninguém um problema de saúde, verdade?

Palavras... insólitas!


Ao jantar...
O Datacão.... (silêncio, sorriso envergonhado e sobrolho franzido...)
Esqueci-me! (novo silêncio, olhos revirados)
aaaaaaaa (sorriso, dedo indicador encostado á boca)
Ah! Já pecebi! (como quem diz... já me lembrei!)
Come a xopinha toda!
Quem dá é o tahajadelho (estalajadeiro)!
Bem, o percebi no lugar do lembrei até entendo mas... e porquê
Xiame (para dizer fiambre)?
ou
Papelo (para dizer guardanapo)?
Tenho cá para mim que é uma forma de fugir com a fraldinha á seringa... é que fiambre e guardanapo talvez não sejam palavras muito fáceis de dizer... hihihi!
E por falar em fraldinha... oh, magana, que não gostas de mudar a fralda mas também não há meio de pedires o bacio! Para quando mais esse progresso?

Um por todos e... todos pela Pipoca!


E hoje seria um belíssimo dia para passar em casa, na tua companhia, quem sabe a ver o Dartacão... Chove a potes e só apetecia bolinho, leitinho quente e sofá!
Quem é que deu banho ao Dartacão?
«foi o bigode pêto...»
Ai sim? O Cavaleiro do Bigode Preto, deu banho ao Dartacão?
«xim... e o tahajadêlho»
E o estalajadeiro?
«Poque ele tava canxado e depoi foi comê uma xopinha...»
Aaaaahhh, 'tá bem, já percebi!
Que amizade esta pelo pequeno Dartacão. Curioso eu e o teu paizola podermos partilhar contigo os mesmos desenhos animados da nossa infância, não achas?
Confesso que, muitas vezes me ponho a pensar que talvez não os devesses ver ainda... é tareia e espadachins zangados a torto e a direito. E se a mensagem que passa nas aventuras e desventuras deste amigo é das melhores: a amizade é mais importante e os mal intencionados não levam a melhor a este espírito de equipa... aquilo que TU retens do que vês duvido que esteja sequer perto deste raciocínio elaborado.
Enquanto vês o Dartacão, muitas vezes comentas:
«tem begonha, o Datacão...» (quando cora nos seus encontros com a bela Julieta) ou «xão os maus!» (dito com alguma excitação de coisa importante).
Não sei o que te cativa, o que desperta curiosidade, não sei se percebes sequer metade dos diálogos tão complexos que se perdem em detalhes da História da França...imagino que não. Imagino que seja apenas gostar desta figura minúscula, que tem uma namorada demasiado alta e um nadinha atrevida e anda rodeado de cavaleiros que são todos tão parecidos (cães com bigodes e chapéus) que não dá para os disntinguir:
«quem é ête?»
É o Vidimer.
«e ête?»
É o Arãomis.
«e ête?
É o Dogus (acho que é assim o nome dele, ás tantas já nem eu sei!)
«e ête?»
Oh... então, já te tinha dito, é o Vidimer! E é mau...
«Vidimè...»
Pois... o que é certo é que gostas tanto dele que cada vez que o paizola traz nova entrega...
«Tia, tenho um DBD nhobo do Datacão! O pai troxe!!!»
«Maiii, nhão qué xopinha... já comi onte...»
Ai não??? Também já viste ontem o Dartacão, o melhor é não veres hoje outra vez!!!
«Nhão, nhão...»

Xacupa ou o Sentido das Palavras!


Acho um piadão a isto das tuas cada vez mais novas, improvisadas e exploratórias competências linguísticas... As associações mentais são um aspecto fundamental na aquisição deste domínio e são tão simplistas nesta fase que nos fazem sorrir...
Ontem dei-me conta que, de cada vez que batias com qualquer parte do corpo em qualquer lado, te desiquilibravas, se a agua do banho entrava para a boca ou olhos, tu dizias...
Xacupa! (desculpa!)
Ora bem, se eu te magoo sem querer peço-te desculpa, certo? Pois tu agora associas qualquer coisa que implique magoar á palavra Desculpa!!! Só rir!!!
E ariops... Já sabes como gosto de Legos e... agora que a mãezola descobriu... LEGOS DA KITTY????
Sou mesmo impossível, não sou??? Ehehehe!!!

Música no meu Coração!


Ontem á noite dei-me conta, ao escutar-te pela casa a tagarelar, que a nossa casa foi invadida por notas musicais. Nunca há silêncio. Já não é possível não ceder aos teus pedidos, fazendo de conta que não percebemos o que queres de nós... pedes, exiges, explicas, relatas, descreves... o nosso ouvido está sempre alerta, sempre curioso, sempre á espreita de novas palavras e frases e gracinhas. Não raro terminamos a rir.
«Bou fajer um dejanho p'ó Obama!»(vou fazer um desenho para o Obama!)
Ai vais? Ehehehehe!

Os últimos episódios da Temporada de Verão...e a reentré no Outono!


O Outono esperou, pacientemente, por este fim-de-semana para chegar. Agracedemos-lhe profundamente. Estivemos nas Sesmarias com os avós Celeste e Zé e ainda fizémos praia, comemos gelados e sardinhas assadas e brincámos muito no jardim!
Agora sim... é tempo de deixar vir a chuva nas vidraças (que não se fez rogada) e o frio, as camisolas e os casacos, o vento e as folhas douradas no chão. É tempo de deixar vir os cobertores e as lareiras e os chocolates quentinhos. É tempo de começar a sonhar com o Natal, apenas para compensar a tristeza dos dias pequenos e sem luz.
O Outono tem o encanto das primeiras chuvas e do cheiro da terra molhada. Do prazer de, simplesmente, ficar em casa a dormitar. Não tem a beleza radiante do Verão ou a frescura da Primavera mas... tem o seu encanto, é certo.

Esta a nevar... com sabor a morangos!

A nossa Bimby fez este bolinho de iogurte com verdadeiros pedaços de morango, ao qual sobrepus um nevão de açucar em pó (pulverizado na Bimby) com canela. Pena a foto não revelar como é fofinho, saboroso, com aqueles imprevistos de morango á espreita para nos surpreender.
Fiz em 1 minuto (vá, 3... pelo tempo que se perde a juntar os ingredientes na máquina) e cozeu em meia-horita... Acompanhado de chá japonês de arroz tostado, é uma tentação!

Digam lá que a moça não parece saída de um musical na Broadway?

Lá nos levantámos cedo e fomos fazer as tuas análises, no sábado de manhã. Portáste-te muito bem, apenas choráste quando te picaram e sossegáste logo. Cá fora, enquanto esperávamos, ouvias meninos a gritar e a chorar muito, e ías repetindo: «o bébé tá a choá...»... Mas expliquei-te tudo (como a tia Simone já havia comentado que fazia com o Tomás e a Maria) e não te levei ao engano. Acho que já tens capacidade de entender e, ao menos, não ficáste com medo de fazer o raio-x logo depois, porque não ficáste com receio de ser novamente picada. Dizer a verdade compensa, porque assim, podes ficar descansada quando te explicamos que não dói.
Agora é aguardar os resultados, lá para dia 2.
Gosto muito desta foto, tirada pela Avó Celeste. Pareces mesmo tu. Nem percebo bem como podes ter apenas 2 anos e seres já tão tu própria, cada vez mais a tua cara... Nem tenho já noção de tanto que falas, da extensão do teu vocabulário, que acho já muito rico para a idade. Acho graça que queiras dizer (e repares em) palavras como estalajadeiro (esqueci-me de referir que agora vês compulsivamente um DVD do Dartacão onde esta palavra aparece e achas graça... hihihi!) ou que empregues expressões como «eu tou a bincar cotigo» na tentativa de justificar alguma atitude mais agressiva no meio de uma brincadeira.
No sábado quando tentei tirar-te o penso que te colocaram depois de tirar sangue respondeste-me muito convicta: «nhão ti'a. É pa cuar o dó dó...»(não tira, é para curar o doi-doi). Achei o máximo.
Mas andas mesmo muito chatinha também... algumas birras são mesmo de tirar a paciência a um santo. E a mania do É a Mãe para Tudo, aborrece-me e entristece-me, por incrível que pareça. Fico triste porque o paizola (que é um pai 5 estrelas, muito meigo e colaborante, cheeeinho de paciência a transbordar - muito mais do que eu, até, mas isso é mesmo do feitio dele), não merece que estejas sempre com o «nhão, é a mãe» na ponta da língua... enfim. Sei que é natural que os miudos, por volta desta idade, fiquem a sofrer um bocado de mãezite... mas não gosto, preferia que soubesses repartir a atenção.
De resto, fomos visitar a Maria Inês, a Tia Aninhas e o tio Galante e a mãezola ficou saudosista... tão pequenina... lembrei-me muito de ti e fui para casa rever fotos tuas recém-nascida! A Maria Inês é um doce, um anjinho dorminhoco. Ai... que ternura!

Apetecia-lhe comer algo...?


Por certo não te deste conta de grande novidade lá por casa mas... na verdade há um AB (antes da Bimby) e um DB (depois da Bimby) que não registarás em nenhuma espécie de memória mas que este post ajudará a recordar.
Ora, sinto que tenho em casa um génio da lâmpada, pronto a satisfazer os meus desejos... Ora apetecia-me uns Sonhos e um Arroz á Valenciana... e depois, quem sabe um gelado de manga!
Pois... que assim seja, senhora! Para que horas? responde-me a Bimby do alto da bancada da cozinha! Ehehehe!!!
Bem, é de facto quase assim. Poder cozinhar qualquer prato sujando pouco mais do que um copo de mistura e respectivas tampa e borracha de vedagem, espátula e copo medidor... hum... é por si só excepcional. E, para mim, uma cozinheira inexperiente e uma doceira desastrada e sem nenhum talento, a possibilidade de fazer seja que prato, qualquer sobremesa, sem risco de conseguir pouco mais do que qualquer coisa intragável... é um verdadeiro milagre!
Nem sei se te deste conta mas as sopas que esta máquina permite fazer são divinais, cremosas como um doce... e nisto saíste beneficiada. Em breve mais ainda: quando a mãezola estiver a fazer gomas, bolachas, gelados, sumos e bolos!
Obrigada Paizola pela nova Criada da Princesa (ou da mãe e pai da Princesa)... talvez assim possamos ter mais tempo para jogar xadrez ;)... hihihi! (que raio, ainda nos falta uma que se encarregue dos banhos e das mudas de fralda que a nossa piolha anda com muito cabelo na venta! Imagine-se que no domingo á noite, depois de jantar a moça sai da cadeirinha direitinha para o chão e põe-se aos gritos do meio do corredor: Paiiii, bamo p'a xala!!!, ao qual eu argumento Não, não. Vamos mas é lavar a dentuça e... cama! e a moça responde prontamente: Eu nhão tô a falá cotigo!!! Como??? Ai, ai, ai, ai, ai... a menina anda muito espertinha! Hihihi!!!)

2 anos - 10 palavras

Ontem, a ver (pela milionésima vez!) o episódio da Princesinha «NÃO QUERO IR PARA A CAMA», quando a Criada (personagem da série) arrasta ao colo a dita Princesa a gritar aos 30 farrapos «Não quero ir para a cama!!!», exclamas:
«Ai éta Pinchejinha... (revirar de olhos, sorriso maroto, olhar de esguelha) não qué ii p'a cama... (abanar a cabeça) meiece tau-tau!»
(trad. «Ai esta Princesinha... não quer ir para a cama. Merece tau-tau!»)
Pois que, refeita do susto de te ouvir pronunciar uma frase deste tamanho e tão cheia de subtilezas (atenção: percebi claramente pelo sorriso e olhar, a ironia, porque te deves ter imaginado ao colo da Avó Nide e a protestar quanto á sesta, tal qual aquela Princesa... és terrível!), pus-me a contar as palavras: 10.
Ontem foi também dia de ir á consulta com o Dr. Velho. Ganháste 900gr de peso. Subiste no percentil do comprimento. Agora é fazer as análises que o Dr. Paulo Ramalho pediu e marcar consulta com ele para mostrar. Já tenho 1001 coisas na cabeça, claro. Ai, e não me perguntes se não fiquei contente com o teu ganho de peso e crescimento: tenho para isso explicação (mesmo mantendo a hipótese da DC) e não me apetece especular sobre isso agora.
For the time being, o que sem dúvida me apetece é registar todas as tuas maroteiras, as frases novas, as palavras cada vez melhor pronunciadas (xe bem que axo que falax xempre axim, parexes xopinhas de maxa... hihihi!!!), cada vez em maior número...
Entre o 1º e o 2º ano (andáste aos 12/13 meses) as novidades deixaram de ser as competências motoras e passaram a ser as competências linguísticas, a apropriação do mundo, o desenvolvimento da personalidade. Os traços que eu supunha vislumbrar desde os 1ºs meses, são agora muito mais evidentes... é tão giro!
Algumas pessoas (como a Avó Nide e a Tia Guida - porque assistem diariamente ás tuas birras - e os Avós Celeste e Zé ou os tios Ana e Marco - porque já vão assistindo a algumas fitas mais bem ensaiadas aos fins-de-semana...!) até podem pensar que estás um nadinha com mau feitio...
Mas não é bem verdade. Saímos contigo para o Avante, temos jantado com o Bruno e a Simone, vamos ás compras, vamos ao café, andamos contigo em todo o lado e... salvo uma ou outra refilice, não há birras nem choros. És sempre dócil e meiga e divertida. Fazes as minhas delícias. Em casa, á noite e aos fins-de-semana também és muito fácil de lidar.
Arrisco dizer que a Avó Nide (no seu brilhante papel de avó... oh meu deus, como servem para estragar os netos, hihihi!) é demasiado permissiva contigo e em casa dos Avós ao fim de semana imagino que tenhas um bocadinho de ciumes do primo, contrariada porque ele não te faz assim tanta companhia (oh, ele agora quer é andar, correr chão... hihihi!) e porque sabes que tens sempre público para as gracinhas e birrinhas, eheheh!
Mas... não me iludo... os Terrible Two estão aí e até já têm dado pequenas demonstrações de força... já há mais resistência ás refeições, muitos «não queio!'s» seguidos de choros desconsolados... enfim! Há que levar com calminha...!

Nasceu a Inês!



A mini goda da Inês já nasceu!!!

PARABÉNS AOS PAIZOLAS ANINHAS E BRUNO!!!
Gostava que este post fosse apenas para comunicar esta maravilhosa notícia. Mas, na verdade, não posso limitar-me a faze-lo.
A nossa Inês nasceu ás 34 semanas e 5 dias, de cesariana. Está, graças a deus, muito bem e já soube que saiu entretanto da incubadora, porque, adivinho, tem um optimo peso e não precisa de ajuda para respirar.
A mamã Ana também está bem, apesar das dores e de não poder estar sempre com a sua bébécas.
E é sobre isto que preciso falar. O nascimento da Inês reavivou-me algumas desagradáveis memórias sobre o teu próprio nascimento... Já aqui falei sobre isto, a propósito de outros posts. Mas a verdade é que me revoltam muito as condições em que mamãs e bebés enfrentam os primeiros dias de uma nova vida, na maioria dos hospitais portugueses.
Cesariana ou não. Preamaturo ou não, nenhum bébé deveria ser privado um único minuto da companhia da sua mãe. Excepção para os casos em que a mãe estivesse doente. Nunca noutra circunstância.
Para quem diz (ou pensa) «ah e tal, são só uns dias» ou «ah e tal a mãe também aproveita para descansar» ou «não há dinheiro para maternidades com condições para ter mamãs e bébés no mesmo serviço» eu digo: é por essas e por outras que vivemos a maior crise da família de sempre! Começa nas maternidades (onde crianças se alinham aos magotes e as mães são apenas parideiras que levam para casa uma espécie de produto) e acaba nas escolas onde os pais depositam os filhos e tudo parece desligado do sentido que verdadeiramente tem. A família tem cada vez menos importância em todos os planos: político, social, individual.
Temos de nascer em maternidades, até aceito. Temos de colocar os filhos nas escolas, claro que sim. Agora também temos o direito e o dever de ser tratados com humanismo na nossa vontade de estabelecer os instintivos primeiros vínculos da maternidade. E temos o direito e o dever de ter na escola um lugar de aprendizagens e vivências saudáveis e não um depósito de meninos e meninas das 7h ás 19h!
Confesso que me revolta que em todo o lado se considere sempre a perspectiva do facilitismo: é mais fácil organizar o nascimento de uma criança em função de um acto médico, com protocolos e sem grandes empatias... afinal de contas, uma mãe tem todo o tempo do mundo para estar na sua casa com o seu filho, quando tiverem alta, não é? No entanto, volvidos 2 anos eu ainda me revolto com isto: a tua primeira refeição não foi a mama, estivemos separadas por horas infinitas. Para quê? Porquê?
Beijinho especial á Aninhas e sua pequenina Inês!

Mentirosa???


Pois que no sábado de manhã, acordáste a pensar no passeio... Prometida que estava a ida á festa do avante, dirigiste-te a mim, muito lampeira:
«mãi... bai betir (vestir).»
«Vestir? A mãe? Para quê?»
«Bai ó Abanti! (vamos ao Avante)»
«Não filha, antes a Filipa ainda vai almoçar e depois é que vamos ao Avante!»
«Mãi é mentiosa!»
«Desculpa? A mãe é o quê?»
O riso maroto: «Mentiosa!»
E a mãezola, que é cheia de pedagogias e de teorias á moda antiga, achou um piadão á Pipoca que, muito senhora das suas ideias, a fez sorrir de orgulho por ter empregue a palavra no seu contexto devido, mesmo tendo sido um... insulto!
Ora toma!
(Promete-se uma fotozinha e um post mais alongado amanhã, porque a mãezola anda atrapalhada com tanto trabalho. O regresso ás aulas aqui no Colégio é sempre uma azáfama daquelas!!! Ainda por cima com o plano de contingência do H1N1 isto anda tudo em paupos de aranha... tenho uma sala para preparar para o dito e não me apetece nada! Ai segunda-feira, saudades tuas!)

A Pipoca Primavera-Verão 2009

As Pipocas no Parque das Nações, com a avó Nide, a tia Guida, o avô Nando e o Paizola, a comemorar o aniversário do avô!

Ai... só me apetece apertar-te, esborrachar-te, besuntar-te de beijos!








Que coisa... será que alguma vez vou deixar de me babar, quando te vejo assim, alegre, bem disposta, risonha ou... nestas poses de bébé de catálogo de revista de moda???
Até parece mal, perdoa-me... mas mãe que é mãe acha sempre que os seus filhos são lindos...! E não é que acho mesmo??? Ehehe!!!

A Princesinha... dorme sozinha!!!


Andava a ver se deixava completar uma semana... mas estou tão orgulhosa que não aguento ocultar a novidade. Ontem foi a quarta noite consecutiva que adormeceste sozinha!!!
Mesmo depois de já dormires na tua cama nova, cheguei a duvidar que conseguisse tão depressa... mas, nisto, como em tudo o resto aliás, o importante é não desistir mas... sem insistir demasiado. Sempre achei que pela via do conflito e da imposição não chegaríamos lá. Nem seria justo ou desejável. Ao longo deste muitos e longos meses esforcei-me muito para que gostasses da hora de deitar, para que te sentisses segura e protegida na hora de enfrentar o escuro... De que nos adiantaria que passasses a temer a hora de dormir, né? Pois... com alguma paciência e com uma mãozinha da Princesinha (estou convencida que ver esta simpática amiguinha a dormir sossegadinha na sua caminha foi uma ajuda preciosa! Hihihi!) eis que a rotina passou ao seguinte:
Tóia (História);
Beijinho de Boa Noite;
Ajeitar os lençois e aninhar o Tótó e o Bear;
Até'manhã!
Apagar a luz do candeeiro
Sair e fechar a porta e... DORMIR!!!
E assim sei que estamos conversadas e que é definitivo. Porque sabes que saí do quarto, porque compreendes que é hora de dormir (uma aprendizagem que levou meses a consolidar!), porque sabes que consegues adormecer sozinha!
E porque, no fundo, sei que gostas de ser independente e que sabes que eu e o teu paizola gostamos de cultivar em ti a tua autonomia. Só eu sei o que me custou deixar de te ter no meu colo aqueles minutinhos à noite... o que me custa fechar a porta do quarto e deixar-te ainda acordada... Já não és o meu bébé, querida Princesa Pipoca. E dói um bocadinho... é uma dor boa, mas... Bem, mas inevitavel, minha cara filhota. Não posso deixar de pensar em ti e em como já não falta assim tanto tempo para vires para o Colégio (da mammy!!!). E aqui é preciso que adormeças sozinha. Aqui é preciso que comas sozinha. Aqui é preciso que largues as fraldinhas. E eu não me posso esquecer disso.
É que sei bem o que custa aos meninos e meninas deixarem as avós e as mamãs e irem para uma escola cheia de meninos e caras novas e rotinas novas... e só posso pensar que se, tivermos a tua autonomia assegurada nas refeições e nos sonos, apenas terás que te preocupar em brincar muito, aprender muitas coisas novas e fazer muitos amigos!
E o verdadeiro sentido da maternidade é este: antecipar a vida e preparar-te para ela. Há aqui uma colega da mãe que diz muitas vezes: criamos os filhos para o mundo. Será verdade?

Uma Rock Star... do melhor!

Qualquer semelhança com a ficção... é pura coincidência!



Ora... nestes últimos dias descobrimos duas personagens que te encantam. Uma é A Princesinha dos livros de Tony Ross. Outra é a vocalista irreverente dos Fleur de Vanille, que canta Ma Petite Fleur de Vanille, no DVD musical que trouxe para casa na sexta-feira. O DVD tem para mais de 10 músicas mas só esta tem honras de ser ouvida á exaustão!

Acho curioso contudo, um detalhe... hihihi! As semelhanças físicas entre ti e estas personagens divertidas! Será que gostas delas por se parecerem contigo? Identificas-te com elas? Que giro...

O que não tem assim tanta graça (ou tem!) é que, por conta de um episódio em que a Princesinha não queria tomar banho, tu fizeste um pequeno teatrinho antes do teu e, ontem, antes de adormeceres imitáste a Princesinha a pedir água (e até leite pediste!), tal qual um outro episódio em que ela não queria adormecer!!!

Mas não resisti a fazer este post, porque acho piada á originalidade dos teus gostos: uma princesa quase desconhecida e... uma cantora de língua francesa! És demais!

Gande???



E é com o maior orgulho que te apresento (nesta foto um nadinha desfocada e sem qualidade nenhuma, é certo) a primeira grande construção de Legos, totalmente concebida por ti!!!
Ai, que feliz que fica a mãezola de cada vez que ficas mais do 5 minutos a brincar com a mesma coisa e, se forem os meus adorados Legos... melhor ainda!
A sério que, ás vezes, me preocupa um bocadinho o facto de nada parecer te absorver por muito tempo... parece que também de nada retiras aprendizagem alguma, o que me inquieta. Por certo é proprio da idade e nem sequer deveria merecer aqui nenhuma linha mas... arre, que a malta tem de falar de alguma coisa!
Pois, no teu aniversário, eu e o teu paizola comprámos-te um caixote de não-sei-quantas-peças de legos deliciosos (já tinhas, que a tia Rita, tinha oferecido no ano passado, uma caixinha mais pequena que fica em casa da avó Nide).
No meu tempo não havia legos para a tua idade, só mais tarde os descobri. E os legos não eram tão complexos, tão minuciosos, tão bonitos como os de hoje em dia... oh, até tens peças cor-de-rosa, imagine-se!!! Oh raio de pecinhas intrigantes que, ainda hoje, volvidos tantos anos, me fazem sentar no chão, ao teu lado, a encaixar qualquer coisinha... Mas, ultimamente, só posso ficar a olhar para ti e ajudar-te a encaixar qualquer coisa que ofereça mais mestria e sobretudo paciência, porque entráste definitivamente na fase do «É minha» e é num ápice que te abarbatas ás peças todas, debaixo de um discreto «fogo... podias deixar a mamã brincar com qualquer coisinha...».
Por enquanto (e como observou ontem o paizola) o importante pare ti é construir em altura: interessa que seja gande!!! Ontem exclamavas enquanto encaixavas e desencaixavas as peças: «É um comóio gande!» (trad. livre: combóio grande!). Se eu acho que se parece com um combóio, querida Pipoca, hum... não muito. Mas caraças, lá grande é ele!!!
Aos familiares e amigos que interesse, o meu apelo: se quiserem oferecer brinquedos á princesa, oh... encham o caixote com legos, muitos, repetidos, não interessa!!! Há lá algum brinquedo mais complexo? Pensem: treina a motricidade fina (imaginam lá o que é difícil com 2 anos encaixar determinadas peças, de determinadas maneiras), a percepção de espaço (o que cabe no quê e como, como se faz para ficar comprido, como se faz para ficar alto), as cores (ora toma lá a peça verde, ora mete aí a amarela ou... a cor-de-rosa!), mais tarde o faz-de-conta que permite interiorizar as regras sociais (quando se constrói casas e hospitais e escolas e os bonecos se deslocam neste mundo tão imagiário e tão real!) e a imaginação (porque é preciso imaginar tudo o que se quer construir, antes de se meter mãos á obra!).
Posso parecer meia tola com isto dos legos... mas, eu quando estive com os meninos do pré-escolar aqui no colégio, bem via... a bancada dos legos estava sempre desarrumada: os legos eram os primeiros a ver a luz do dia e os últimos a ir para a caixa - haviam sempre meninos na fila para brincar!
Por isso Pipoca, não posso andar muito longe da verdade, não achas?

Ring... the Bell ou a História da Cultura e da Humanidade




O jornal norte americano Washington Post, com o objectivo de estudar sociologicamente os comportamentos face á cultura, ao espaço desta e á forma como se aprecia a cultura, levou Joshua Bell (um dos mais talentosos e famosos violinistas do MUNDO!) a uma estação de metro, para tocar, peças de Bach, Schubert e Ponce...
Dias antes, este violinista havia tocado no Symphony Hall em Boston, concerto pelo qual as pessoas pagaram mais de 100 dólares pelo bilhete mais barato, num espectáculo que esgotou a plateia.
Joshua Bell tocou, dentro da estação, para um público absolutamente indiferente durante cerca de 45m, não tendo conseguido captar a atenção de ninguém por mais de 5m e angariado a modesta quantia de... 32,17 dólares!
Excepção feita para... as crianças, as muitas que passavam e que nunca se mostravam indiferentes, impedidas pelos pais de permanecer muito tempo a escutá-lo! A este propósito o referido jornal, referiu que: «pode indicar que todos nascemos com poesia e esta é depois, lentamente, sufocada dentro de todos nós». Só as crianças souberam reconhecer a beleza daqueles acordes, excelentemente interpretados!
Ora... duas coisas: interpretamos e apreciamos a beleza e a cultura, mas apenas se elas nos forem apresentadas como tal (?), nos locais proprios e adequados, em artistas reconhecidos (como se não existissem talentos desconhecidos e se os actualmente famosos não tivessem sido já aspirantes á procura de visibilidade...), como se a beleza, a poesia e a cultura, não pudessem ser apenas aos nossos olhos e ouvidos reconhecidas; e depois, as crianças, sem as urgências da vida, os preconceitos e os gostos toldados pelo social, são as que melhor reconhecem a beleza, que mais atenção dispensam ao que não é mundano e que se deixam guiar pelos sentidos, conservando a capacidade de ignorar a razão que tanto interfere com a contemplação destas manifestações culturais.
Outra coisa: gostava muito de vir a saber cultivar em ti o gosto pela contemplação do que achares mais belo. Que não tem de ser um Avé Maria ou um Chaccone pelas mãos de Bell, ou um Apolo e Dafne de Bernini ou o tecto da Capela Sistina de Miguel Ângelo. Pode ser qualquer coisa. Contando que saibas parar para a contemplar, com curiosidade e apelo, com admiração e tempo, com os sentidos todos e uma vontade de fotografar essa beleza para sempre... Porque culto não é quem se gaba de assistir a Bell no Symphony Hall em Boston, mas as crianças que pararam para aprecia-lo no Metro de Washington...
E para te proporcionar esta aprendizagem... terei também eu de cultivar em mim a capacidade de ouvir a beleza? Sim. Mas estou certa porém que Bell não me teria escapado se tivesse tocado antes no Metro do Saldanha... não é a primeira vez que me detenho a ouvir um violino, no meio da rua, e sem pudores. Ai se tivesse podido ouvir aquele Stradivarius caríssimo que Bell, qual pérola, atirou a porcos naquele palco tão subtil... quem me conhece sabe como adoro violinos!

As Fotos...


Ai, que eu não sei para que lado me viro... tantas prendas! Entretanto deixa lá fazer ar de vip a posar para jornalista da Lux numa festa de famosos no Algarve... Gostaram? Nada de andar para aí a escrever que eu estava com a mosca neste dia... seus cuscuvilheiros!

















Êta barrigão da Aninhas...! Oh Inês, tomara que o tempo passe rápido para poderes ser fotografada comigo nas festas vip!!!







A malta continua na pista de dança, mas eu cá resolvi vir petiscar... que satisfação! Já estava farta de ter de fazer a pose de menina séria... (mas estes jornalistas não me largam! Ouçam: agora metam-se para aí a escrever que a Pipoca ganhou uma barriguinha e tal e só pensa em comer... eu continuo em optima forma física! Seus invejosos!)










Eu e os meus amigos... da esquerda para a direita: Tomás, Maria e... eu!


(Rumores que correm sobre alguma espécie de desentendimento são completamente infundados! A malta zanga-se, ás vezes, e tal... mas não demoramos a voltar ás festas juntos!!!)


E O BOLO...



E um muito obrigado aos presentes: Avó Celeste, Avô Narciso, Avó Nide (o avô Nando não pôde estar presente, por estar a caminho de Madrid... snif, mas veio visitar-me antes e esteve no meu coração!), a tia Guida, a tia Ana, o Pimo Gabriel, o tio Marco "Calminha!" (hihihi! Agora digo sempre calminha depois de falar no meu tio!), os tios Bruno e Simone, a Maria, o Tomás, a tia Mó, a tia Aninhas Barriguita e a piquena Inêsita, o tio Galante, os tios Jorge, Rita e Luís.
Obrigada, tia Guida, mais uma vez, pelas fotos!!!

O que é pequenino tem... graça! PARABÉNS!


Este ano não fiz mais, para a tua festa, do que uns canapés. Nunca tinha feito nenhuns... A ideia é simples: tudo o que é pequenino (como tu!) tem graça e achei que seria uma homenagem gastronómica engraçada.
E fi-los a pensar em ti...
Cozinhei alguns ingredientes em lume brando juntamente com as memórias do dia em que nasceste. Curioso, já não me recordo absolutamente nada dos maus momentos que passei.
Destapei-os e deixei apurar os sentidos que ainda hoje se despertam quando relembro: o cheiro do hospital e o teu cheiro doce e quente; o toque da tua pele macia e rosada; a visão de um anjo enigmático que eu observei durante horas naquela alcofinha de acrílico transparente; o paladar da sandes de fiambre que avó Nide mandou para o lanche do dia seguinte e pela qual tanto ansiei (uma história engraçada: durante 9 meses privei-me de comer fiambre por causa da toxoplasmose e, afinal, poderia tê-lo comido, se soubesse que se fosse fatiado e embalado não havia problema!); o som forte e comovente do teu primeiro sopro de vida.
Moldei cada pedaço com cores vivas e texturas diferentes, em homenagem á difícil tarefa de Educar. Afinal, fui estreante nisto de canapés, como sou na maternidade. Tu serás, por muitos filhos que tenha, a minha obra prima, o meu primeiríssimo projecto de vida. A nenhum outro filho me obrigarei tanto a conhecer, a questionar, a perceber. Porque perceber um primeiro filho é, implicitamente, perceber os meandros da tarefa de ser Mãe. São duas descobertas numa só. Se tiveres irmãos, Pipoca, não haverá necessidade deste esforço. Logo, o empenho será neste sentido (e só neste!) menor, mesmo que o Amor seja igualmente intenso e absorvente, porque imagino que o seja.
Cores vivas e texturas diferentes porque educar é fazer sobressair numa criança estas mesmas coisas, numa viagem constante pela nossa imaginação, intuição e infância. E se pudermos mostrar que a vida é uma tecelagem de cores, um emaranhado de circunstâncias que nos moldam, aparentemente sem nexo, educamos uma criança para ser feliz em qualquer lugar, de qualquer maneira e a acreditar que a vida é o seu bem mais precioso.
E deixei descansar em travessas, para admirar. Como faço diáriamente contigo. Contemplar a tua beleza, a tua doçura, a ternura dos teus gestos, sempre tão leves e enérgicos. Penso muitas vezes: nunca tinha imaginado como seria o meu primeiro filho mas, estou certa, se o tivesse feito, seria como tu! Durante a gravidez apenas imaginava que serias bem-disposta e divertida, um bébé de bem com a vida. Os teus primeiros sorrisos na maternidade (aqueles espasmos involuntários que todos sabemos não serem sorrisos, na acepção plena da palavra) marcaram em mim a ideia que serias mesmo assim, tal e qual: risonha e optimista. E não me enganei. Algo muito forte me dizia que, por detrás daquelas choradeiras revoltadas estava um bébé que simplesmente não percebia porque tinha saído de um lugar tão confortável para um mundo tão estranho. Mas estava também um ser humano curioso e cheio de vida, só á espera de se sentir mais seguro para sossegar.
No fim servi tudo numa mesa e sala enfeitadas com a nossa boneca preferida. E esperei que as prendas, a presença dos amigos e da família que tanto te adoram e o AMOR dos teus paizolas fosse a única coisa a contrastar com os simpáticos canapés: por serem GRANDES no desejo de te agradar!
Querida Pipoca, já sabes que a tradição manda que, por esta data, eu te escreva estas coisas lamechas e chatas... não consigo evitar.
PARABÉNS MINHA PRINCESA PIPOCA!
Já vamos a caminho dos 3...caramba.