
O post de hoje é dedicado á visita que eu, a tia Ana Margarida e o tio Marco fizémos no domingo passado, á noite, à maternidade do Hospital S. Francisco Xavier.
A tua tia ouviu falar muito bem deste hospital (ela anda ás voltas com a decisão do sítio para o Primo Piolho nascer...). A tia Guida tem uma colega que é a Enfª.Diana que trabalha lá, na Obstetrícia, e que a mãe também conhece, e ofereci-me para combinar com ela uma visita, que aconteceu neste último domingo.
Ora bem, antes de mais quero explicar-te que, durante a gravidez, procurei sempre estar muito bem informada sobre tudo o que á nossa condição dizia respeito. Admito, porém, que nunca dei muita importâncias ás coisas relacionadas com o parto em si. Não tinha medos, nem receios e a única coisa que ainda me suscitava algumas dúvidas era a epidural. Por isso também nunca dei muita importância, confesso, aos conselhos amigos da tia Guida, que insistia para que fosses nascer no Hospital S. Francisco Xavier. Eu cá, só queria a tia Guida por perto e além do mais já conhecia minimamente o Hospital Fernando Fonseca para me sentir tranquila em relação á decisão.
Pois, ficas sabendo que se tiveres irmãos hão-de nascer no S. Francisco Xavier!!!
Passo a explicar:
O Hospital S. Francisco Xavier é um «Hospital Amigo dos Bebés»:
«Reconhecendo a enorme importância do aleitamento materno para a redução da mortalidade e morbilidade infantis, a Organização Mundial da Saúde e a Unicef lançaram, em 1991, a Iniciativa Hospitais Amigos dos Bebés que identificou um conjunto de dez medidas que os hospitais e maternidades deverão pôr em prática para serem considerados "amigos dos bebés".
(...)
Dez medidas para ser considerado hospital amigos dos bebés:
1.Ter uma política de promoção do aleitamento materno escrita, afixada a transmitir regularmente a toda a equipa de cuidados de saúde.
2.Dar formação à equipa de cuidados de saúde para que implemente esta política.
3.Informar todas as grávidas sobre as vantagens e a prática do aleitamento materno.
4.Ajudar as mães a iniciarem o aleitamento materno na primeira meia hora após o nascimento.
5.Mostrar às mães como amamentar e manter a lactação, mesmo que tenham de ser separadas dos seus filhos temporariamente.
6.Não dar ao recém-nascido nenhum outro alimento ou líquido além do leite materno, a não ser que seja segundo indicação médica.
7.Praticar o alojamento conjunto: permitir que as mães e bebés permaneçam juntos 24 horas por dia.
8.Dar de mamar sempre que o bebé queira.
9.Não dar tetinas, bicos artificiais ou chupetas às crianças amamentadas ao peito.
10.Encorajar a criação de grupos de apoio ao aleitamento materno, encaminhando as mães para estes, após a alta do hospital ou maternidade.»
Fonte: PORTAL DA SAÚDE
Isto, meu amor, era uma coisa sobre a qual nunca tinha pensado. Fazia questão de te amamentar, se pudesse mas nunca pensei nas eventuais dificuldades que pudessem surgir. E nunca pensei em cesarianas, por isso nunca relacionei as coisas.
Isto a propósito da visita. Fiquei encantada com a ideia de mães e filhos inseparáveis desde a nascença, independentemente de ser cesariana ou parto eutócito. E os queixos cairam-me quando percebi que estavam a por no peito um bebé acabado de nascer de cesariana!
Eu nem quis acreditar: a tua primeira refeição foi um biberon, estiveste horas longe de mim, a primeira coisa que me deram para a mão foi um mamilo artificial e senti-me sempre abandonada quando tinha de te amamentar e estava sozinha... de cada vez que me lembro desses dias ainda tenho vontade de chorar, acreditas??? Foi tudo tão diferente do que eu tinha imaginado e desejado para nós duas... e saber que podia ter sido tudo tão diferente.
Os meus parabéns ao hospitais e profissionais de saúde envolvidos nesta iniciativa dos HAB! Um beijinho especial á Diana e obrigada pelo tour! Ainda bem que o Primo Piolho vai poder ficar sempre com a mamã dele!!! Felizmente eles nem vão adivinhar a nossa tristeza por termos estado tanto tempo longe uma da outra naquelas primeiras horas, não é, Pipoca?